janeiro 31, 2016
Dra. Domitila Hormisinda Miranda de Carvalho
Sabias que Dra. Domitila Hormisinda Miranda de Carvalho foi a primeira mulher a frequentar a Universidade de Coimbra? Como condição para a admissão, foi obrigada, por indicação do reitor, a trajar sempre de negro, com chapéu discreto e de um modo sóbrio de forma a que não se evidenciasse entre os colegas masculinos, obrigatoriamente vestidos de capa e batina botoada.
Em 1894 e 1895 já se tinha licenciado respectivamente em Matemática e Filosofia, matriculou-se de seguida no curso de Medicina e até 1896 foi a única aluna da Universidade onde mais tarde se doutorou em Medicina em 1904 com 16 valores.
Universidade de Coimbra Município de Coimbra
Faz hoje 27 anos...
A 31 de Janeiro de 1989 morria o médico e escritor Fernando Namora.
Fernando Namora nasceu em Condeixa (distrito de Coimbra), em 1919. Formou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra. Durante anos, dividiu o seu tempo entre a clínica e a actividade literária, em Lisboa. Até que passou a dedicar-se integralmente à elaboração de sua obra, principiada em 1938, com os poemas de Relevos e o romance As Sete Partidas do Mundo, obras de adolescente ainda incerto perante as seduções do Presencismo agonizante e as novidades neo-realistas.
Tem cultivado a poesia (Relevos, 1938; Mar de Sargaços, 1940; Terra, 1940; As Frias Madrugadas, 1959; Marketing, 1969), o romance (As Sete Partidas do Mundo, 1938; Fogo na Noite Escura, 1943; Casa da Malta, 1945; Minas de San Francisco, 1946; A Noite e a Madrugada, 1950; O Trigo e o joio, 1954; O Homem Disfarçado, 1957; Domingo à Tarde, 1961), o conto (Retalhos da Vida de um Médico, duas séries, 1949 e 1963; Cidade Solitária, 1959), a biografia (Deuses e Demónios da Medicina, 1952), a Crónica romanceada (Diálogo em Setembro, 1966) e "cadernos de um escritor" (Um Sino na Montanha, 1968; Os Adoradores do Sol, 1971).
Na trajectória de Fernando Namora há que considerar três fases, a primeira das quais caracterizada pelo realismo psicológico, espécie de fusão entre a influência presencista e a tendência neo-realista, que se documenta nas obras iniciais e em Fogo na Noite Escura. Na fase seguinte, encetada com Casa da Malta, o realismo psicológico cede lugar a um realismo de tónica predominantemente social: a mudança obedecia à disposição de Fernando Namora para a análise dos dramas sociais. Tal propensão, estimulada pelo cânon de arte preconizado pelos neo-realistas, ainda se desenvolvia graças à profissão de médico, que permitia ao escritor conviver com as classes desfavorecidas de vários lugares da província, e, assim, enriquecer-se de uma grande experiência da vida, que transferia quase ao natural para seus romances e contos. Entretanto, não tendo outra preocupação que fixar situações dramáticas e trágicas de gente simples e sofredora, Fernando Namora dirigia-se para uma forma atenuada de realismo, muito mais interessado no que vai nas consciências do que no corriqueiro atrito social.
De tal forma que, com O Homem Disfarçado e Domingo à Tarde, o escritor semelha voltar ao realismo psicológico, agora sem aderências presencistas, e desenvolvido, subtilizado pela experiência adquirida e por uma capacidade Maior de penetrar a intimidade mental das personagens: dir-se-ia que o psicologismo converte-se em introspectivismo. Afinal de contas, este período e o anterior constituem as duas faces da mesma moeda.
Ao longo dessa evolução, nota-se que o estilo de Fernando Namora se torna cada vez mais descarnado e económico, ajustado ao intuito de insinuar e surpreender o para-além das aparências.
E colabora eficazmente para equacionar a linha ascendente do escritor: embora as obras anteriores a O Homem Disfarçado ostentem específica valia, é com esse romance que alcança o ápice de sua trajectória até o presente momento, suficientemente alto para situar-se na primeira plana entre os modernos prosadores portugueses
Fernando Namora nasceu em Condeixa (distrito de Coimbra), em 1919. Formou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra. Durante anos, dividiu o seu tempo entre a clínica e a actividade literária, em Lisboa. Até que passou a dedicar-se integralmente à elaboração de sua obra, principiada em 1938, com os poemas de Relevos e o romance As Sete Partidas do Mundo, obras de adolescente ainda incerto perante as seduções do Presencismo agonizante e as novidades neo-realistas.
Tem cultivado a poesia (Relevos, 1938; Mar de Sargaços, 1940; Terra, 1940; As Frias Madrugadas, 1959; Marketing, 1969), o romance (As Sete Partidas do Mundo, 1938; Fogo na Noite Escura, 1943; Casa da Malta, 1945; Minas de San Francisco, 1946; A Noite e a Madrugada, 1950; O Trigo e o joio, 1954; O Homem Disfarçado, 1957; Domingo à Tarde, 1961), o conto (Retalhos da Vida de um Médico, duas séries, 1949 e 1963; Cidade Solitária, 1959), a biografia (Deuses e Demónios da Medicina, 1952), a Crónica romanceada (Diálogo em Setembro, 1966) e "cadernos de um escritor" (Um Sino na Montanha, 1968; Os Adoradores do Sol, 1971).
Na trajectória de Fernando Namora há que considerar três fases, a primeira das quais caracterizada pelo realismo psicológico, espécie de fusão entre a influência presencista e a tendência neo-realista, que se documenta nas obras iniciais e em Fogo na Noite Escura. Na fase seguinte, encetada com Casa da Malta, o realismo psicológico cede lugar a um realismo de tónica predominantemente social: a mudança obedecia à disposição de Fernando Namora para a análise dos dramas sociais. Tal propensão, estimulada pelo cânon de arte preconizado pelos neo-realistas, ainda se desenvolvia graças à profissão de médico, que permitia ao escritor conviver com as classes desfavorecidas de vários lugares da província, e, assim, enriquecer-se de uma grande experiência da vida, que transferia quase ao natural para seus romances e contos. Entretanto, não tendo outra preocupação que fixar situações dramáticas e trágicas de gente simples e sofredora, Fernando Namora dirigia-se para uma forma atenuada de realismo, muito mais interessado no que vai nas consciências do que no corriqueiro atrito social.
De tal forma que, com O Homem Disfarçado e Domingo à Tarde, o escritor semelha voltar ao realismo psicológico, agora sem aderências presencistas, e desenvolvido, subtilizado pela experiência adquirida e por uma capacidade Maior de penetrar a intimidade mental das personagens: dir-se-ia que o psicologismo converte-se em introspectivismo. Afinal de contas, este período e o anterior constituem as duas faces da mesma moeda.
Ao longo dessa evolução, nota-se que o estilo de Fernando Namora se torna cada vez mais descarnado e económico, ajustado ao intuito de insinuar e surpreender o para-além das aparências.
E colabora eficazmente para equacionar a linha ascendente do escritor: embora as obras anteriores a O Homem Disfarçado ostentem específica valia, é com esse romance que alcança o ápice de sua trajectória até o presente momento, suficientemente alto para situar-se na primeira plana entre os modernos prosadores portugueses
OS AMANTES SEM DINHEIRO
OS AMANTES SEM DINHEIRO (1950), in POESIA -EUGÉNIO DE ANDRADE (Modo de Ler, 2011)
Tinham o rosto aberto a quem passava
Tinham lendas e mitos
E frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
De mãos dadas com a água
E um anjo de pedra por irmão.
Tinham como toda a gente
O milagre de cada dia
Escorrendo pelos telhados,
E olhos de oiro
Onde ardiam
Os sonhos mais tresmalhados.
Tinham fome e sede como os bichos,
E silêncio
À roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
Um pássaro nascia dos seus dedos
E deslumbrado penetrava nos espaços.
O milagre de cada dia
Escorrendo pelos telhados,
E olhos de oiro
Onde ardiam
Os sonhos mais tresmalhados.
Tinham fome e sede como os bichos,
E silêncio
À roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
Um pássaro nascia dos seus dedos
E deslumbrado penetrava nos espaços.
Rei Dom Carlos I de Portugal e Sua Alteza Real, o Príncipe Real Dom Luís Filipe
Sua
Majestade Fidelíssima, o Rei Dom Carlos I de Portugal, e Sua Alteza
Real, o Príncipe Real Dom Luís Filipe de Bragança, foram assassinados no
dia 1 de Fevereiro de 1908 com a
conivência dos Miguelistas !
Antoine de Saint-Exúpery
"Não
se vê, sente-se. Não se mede, não se pesa, não se toca, não se cheira.
Sente-se! Aquilo que é realmente importante acontece num plano não
palpável. Não visível. É de dentro. É o que transborda sem se ver. É o
que nos move. Ou deveria mover."
Antoine de Saint-Exúpery
Antoine de Saint-Exúpery
A escrita encantatória de Matilde Rosa Araújo...
Para
nós, os mais crescidos, é como pegar num pedaço de memórias, este
livro. Para eles, os mais novos, será a descoberta de uma encantadora
linguagem que não estão muito habituados a encontrar nas suas leituras. O Menino dos Pés Frios, editado em dezembro pelos Livros Horizonte, é uma seleção de textos da coletânea de Matilde Rosa Araújo O Sol e o Menino dos Pés Frios,
publicada pela primeira vez em 1972. Nove contos, classificados agora
para meninos dos seis aos nove anos, que são verdadeiros clássicos da
literatura portuguesa para os mais novos, escritos por aquela a quem
chamavam a “fada-madrinha”. Regressar aos textos de Matilde Rosa Araújo é
recordar como a escritora, que deixou livros de contos e de poesia para
adultos e para crianças, rompeu com os estereótipos da literatura
infantil em pleno Estado Novo. Nas suas histórias sempre falou, sem
pudores, de pobreza, tristeza, lágrimas, mas também de risos,
felicidade, esperança e de sonhos, da morte e da vida, do amor e da
amizade, da infância e da velhice.
Tudo isso está nesta coletânea O Menino dos Pés Frios, cheia de maravilhosas personagens: o menino dos pés frios, que entrou numa casa muito grande, “com um teto altíssimo, nem sempre azul” e aí encontrou uma mulher a chorar a um canto; a boneca Januária, vinda de Paris, com “caracóis miudinhos, de um louro muito seco”, “olhos azuis, como miosótis espantados”, barriguinha, vestido de seda salmão e botas de carneira; o Pintarroxo, o gato-pássaro, e a vovó de Nina, sempre com as suas pantufas de pelúcia cor de morango; a velha Dona Balbina, com o seu “chapéu de palha preta com cerejas vermelhas, num molho posto do lado esquerdo”, onde pousam os pardais; a menina que lê um livro de poemas debaixo de uma laranjeira (“Poema, poema, porque rio? Poema, poema, porque choro também?”); o grilo que canta na noite de Barcelona e se ouve quando a luz do semáforo fica vermelha, lembrando “esta capacidade de todos nos entendermos, de todos sermos irmãos, amigos”; o rapaz de “calças da cor dos montes” e de “blusa da cor do Sol”, que foi ver o mundo num navio, e voltou à praia, para junto da mãe; os irmãos Maria e Joaquim, a descobrirem um tesouro escondido numa velha casa abandonada no meio do bosque; a doce mãe “gare”, a ver partir e chegar os seus filhos comboios. E as palavras de Matilde Rosa Araújo a levarem-nos para longe a imaginação, verdadeira poesia em forma de contos para crianças.
A acompanhá-las, nesta edição dos Livros Horizonte, estão as delicadas ilustrações de Ana Afonso, traços de lápis de cor que, por vezes, parecem apenas esboços – e que nos trazem também à memória os desenhos de Maria Keil, que, em tantos livros, fizeram parceria com os textos de Matilde Rosa Araújo. “E que todos sejam muito, muito felizes!”, termina a escritora um dos seus contos. É isso mesmo.
O Menino dos Pés Frios > De Matilde Rosa Araújo, com ilustrações de Ana Afonso > Livros Horizonte > 56 págs. > €14,90
Tudo isso está nesta coletânea O Menino dos Pés Frios, cheia de maravilhosas personagens: o menino dos pés frios, que entrou numa casa muito grande, “com um teto altíssimo, nem sempre azul” e aí encontrou uma mulher a chorar a um canto; a boneca Januária, vinda de Paris, com “caracóis miudinhos, de um louro muito seco”, “olhos azuis, como miosótis espantados”, barriguinha, vestido de seda salmão e botas de carneira; o Pintarroxo, o gato-pássaro, e a vovó de Nina, sempre com as suas pantufas de pelúcia cor de morango; a velha Dona Balbina, com o seu “chapéu de palha preta com cerejas vermelhas, num molho posto do lado esquerdo”, onde pousam os pardais; a menina que lê um livro de poemas debaixo de uma laranjeira (“Poema, poema, porque rio? Poema, poema, porque choro também?”); o grilo que canta na noite de Barcelona e se ouve quando a luz do semáforo fica vermelha, lembrando “esta capacidade de todos nos entendermos, de todos sermos irmãos, amigos”; o rapaz de “calças da cor dos montes” e de “blusa da cor do Sol”, que foi ver o mundo num navio, e voltou à praia, para junto da mãe; os irmãos Maria e Joaquim, a descobrirem um tesouro escondido numa velha casa abandonada no meio do bosque; a doce mãe “gare”, a ver partir e chegar os seus filhos comboios. E as palavras de Matilde Rosa Araújo a levarem-nos para longe a imaginação, verdadeira poesia em forma de contos para crianças.
A acompanhá-las, nesta edição dos Livros Horizonte, estão as delicadas ilustrações de Ana Afonso, traços de lápis de cor que, por vezes, parecem apenas esboços – e que nos trazem também à memória os desenhos de Maria Keil, que, em tantos livros, fizeram parceria com os textos de Matilde Rosa Araújo. “E que todos sejam muito, muito felizes!”, termina a escritora um dos seus contos. É isso mesmo.
O Menino dos Pés Frios > De Matilde Rosa Araújo, com ilustrações de Ana Afonso > Livros Horizonte > 56 págs. > €14,90
Os nossos alunos a brilharem...
São múltiplas as capacidades dos nossos alunos sob supervisão de Professoras Lúcia e Denise e Dona Rosa Fidalgo...
Temos a honra de nos fazerem sempre uma visita...
Temos a honra de nos fazerem sempre uma visita...
janeiro 28, 2016
Significado de algumas expressões....
Não poder com uma gata pelo rabo
Significado: Ser ou estar muito fraco; estar sem recursos.
Origem: O feminino,
neste caso, tem o objectivo de humilhar o impotente ou fraco a que se
dirige a referência. Supõe-se que a gata é mais fraca, menos veloz e
menos feroz em sua própria defesa do que o gato. Na realidade, não é
fácil segurar uma gata pelo rabo, e não deveria ser tão humilhante a
expressão como realmente é.
Mal e porcamente
Significado: Muito mal; de modo muito imperfeito.
Origem: «Inicialmente, a
expressão era “mal e parcamente”. Quem fazia alguma coisa assim, agia
mal e ineficientemente, com parcos (poucos) recursos.
Como parcamente não era palavra de amplo
conhecimento, o uso popular tratou de substituí-la por outra, parecida,
bastante conhecida e adequada ao que se pretendia dizer. E ficou ” mal e
porcamente”, sob protesto suíno.
Rés-vés Campo de Ourique
Significado: Ficar muito perto de alcançar algo.
Origem: A expressão
“rés-vés Campo de Ourique” remonta a 1755 quando o terramoto assolou
Lisboa tendo destruído a cidade até à zona de Campo de Ourique, que
ficou intacta. A partir daí o ditado generalizou-se.
Ficar a ver navios
Significado: esperar algo que não vem, não acontece, não aparece.
Origem: Deriva da
atitude contemplativa de populares, que se instalavam nos lugares mais
altos da cidade à espera de que uma lenda se tornasse realidade.
Eram os portugueses que ficavam a ver
navios, na esperança de que um dia voltasse à pátria o rei Dom
Sebastião, protagonista da batalha de Alcácer-Quibir, em Marrocos, em
que tropas lusitanas e marroquinas travaram violento combate em 1578.
Após o desaparecimento de Dom Sebastião na luta, difundiu-se a crença
que um dia regressaria a Portugal, para levar o país de volta a uma
época de conquistas.
Multidões que frequentavam o Alto de
Santa Catarina, em Lisboa, confiantes no regresso do rei, ficavam a ver
os navios que chegavam.
Outra explicação desta expressão
prende-se com as invasões francesas e a partida da família real para o
Brasil. Teriam as tropas francesas que se dirigiam à capital ainda
vislumbrado a sua partida do alto de uma das colinas de Lisboa, e daí a
expressão ficaram a ver navios, a partirem, literalmente, falhando na
captura da família real.
Andar à toa
Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.
Origem: Toa é a corda
com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está “à toa” é o que
não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.
Embandeirar em arco
Significado: Manifestação efusiva de alegria.
Origem: Na Marinha, em
dias de gala ou simplesmente festivos, os navios embandeiram em arco,
isto é, içam pelas adriças ou cabos (vergueiros) de embandeiramento
galhardetes, bandeiras e cometas quase até ao topo dos mastros, indo um
dos seus extremos para a proa e outro para a popa. Assim são assinalados
esses dias de regozijo ou se saúdam outros barcos que se manifestam da
mesma forma.
Cair da tripeça
Significado: Qualquer coisa que, dada a sua velhice, se desconjunta facilmente.
Origem: A tripeça é um
banco de madeira de três pés, muito usado na província, sobretudo junto
às lareiras. Uma pessoa de avançada idade aí sentada, com o calor do
fogo, facilmente adormece e tomba.
Fazer tábua rasa
Significado: Esquecer completamente um assunto para recomeçar em novas bases.
Origem: A tabula rasa ,
no latim, correspondia a uma tabuinha de cera onde nada estava escrito.
A expressão foi tirada, pelos empiristas, de Aristóteles, para assim
chamarem ao estado do espírito que, antes de qualquer experiência,
estaria, em sua opinião, completamente vazio. Também John Locke (1632
1704), pensador inglês, em oposição a Leibniz e Descartes, partidários
do inatísmo, afirmava que o homem não tem nem ideias nem princípios
inatos, mas sim que os extrai da vida, da experiência. «Ao começo»,
dizia Locke, «a nossa alma é como uma tábua rasa, limpa de qualquer
letra e sem ideia nenhuma. Tabula rasa in qua nihil scriptum. Como
adquire, então, as ideias? Muito simplesmente pela experiência.»
Ave de mau agouro
Significado: Diz-se de pessoa portadora de más notícias ou que, com a sua presença, anuncia desgraças.
Origem: O conhecimento
do futuro é uma das preocupações inerentes ao ser humano. Quase tudo
servia para, de maneiras diversas, se tentar obter esse conhecimento. As
aves eram um dos recursos que se utilizava. Para se saberem os bons ou
maus auspícios (avis spicium) consultavam-se as aves. No tempo dos
áugures romanos, a predição dos bons ou maus acontecimentos era feita
através da leitura do seu voo, canto ou entranhas. Os pássaros que mais
atentamente eram seguidos no seu voo, ouvidos nos seus cantos e aos
quais se analisavam as vísceras eram a águia, o abutre, o milhafre, a
coruja, o corvo e a gralha. Ainda hoje perdura, popularmente, a
conotação funesta com qualquer destas aves.
Homenagem ao imperador da língua portuguesa
Santa Casa vai lançar um Concurso
Público de Conceção de uma estátua e pedestal ao Padre António Vieira, a
colocar no Largo Trindade Coelho.
A Santa
Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) decidiu promover uma homenagem ao
Padre António Vieira. Dessa forma foi lançado um Concurso Público de
Conceção para a execução de uma estátua e pedestal ao Padre António
Vieira, a implantar no Largo Trindade Coelho, junto à sede da
instituição.
O Padre Jesuíta a quem Fernando
Pessoa chamou "imperador da língua portuguesa" é unanimemente
considerado uma das mais influentes personagens portuguesas do seu
tempo. Nascido em Lisboa a 6 de fevereiro de 1608, faleceu em 18 de
julho de 1697 na Baía, Brasil. Foi homem de confiança de D. João V, que o
enviou pela Europa com importantes missões diplomáticas.
Orador
privilegiado da Companhia de Jesus, atraía multidões em Lisboa com os
seus sermões, alguns dos quais proferidos na Igreja de São Roque, à
época casa professa desta companhia. Filósofo, escritor e orador
português, destacou-se como missionário em terras brasileiras onde foi
um ativista na defesa dos índios, dos escravos e da salvação humana.
Termos do Concurso
O
Concurso Público de Conceção, nos termos do artigo 231º e seguintes do
Código dos Contratos Públicos, tem como objeto a seleção da melhor
proposta para a execução de uma Estátua e Pedestal ao Padre António
Vieira, a implantar no Largo Trindade Coelho, em Lisboa, de acordo com
as peças de procedimento, Caderno de Encargos e Especificações Técnicas,
que poderão ser obtidas e/ou consultadas no Departamento de Gestão
Imobiliária e Património da SCML.
O Júri do
Concurso é constituído por representantes da Santa Casa da Misericórdia
de Lisboa, da Câmara Municipal de Lisboa, da Companhia de Jesus, da
Direção Geral do Património Cultural e da Academia Nacional de Belas
Artes de Lisboa.
O valor do prémio de
consagração será de 15 000 €, a entregar ao primeiro classificado,
enquanto aos concorrentes classificados em 2º e 3º lugares será
atribuído um prémio de 7.500 € e 5.000, €, respetivamente.
No
âmbito deste concurso, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem a
intenção de celebrar com o primeiro classificado um contrato de
prestação de serviços destinado a adquirir a criação e concretização da
proposta vencedora.
Vergílio Ferreira: a procura do sentido da vida
Escrevia para pensar a condição humana e para desvendar o mistério da
vida.Vergílio Ferreira não contava apenas histórias, fazia "romance de
ideias", como ele próprio dizia.Começou por ser um autor neorealista,
mas acabou influenciado pelo existencialismo.
Há uma história de solidão profunda a começar a vida de Vergílio Ferreira (1916-1996), que o levam num inquieto monólogo interior a interrogar-se sobre o sentido das coisas, a estabelecer uma relação metafísica com Deus e com o universo.
Ele é o menino de 4 anos que vê os pais emigraram, o rapazinho que cresce sozinho no ambiente austero do seminário do Fundão para onde vai estudar, antes de fazer a faculdade em Coimbra. Experiências dolorosas que irá tratar nos romances, nos quais muitas vezes fará dele próprio personagem principal. Quem mais poderá ser António, alcunhado o Borralho, de “”Manhã Submersa”, criança de infância atormentada, senão o autor? A obra, publicada em 1954, depois de ser adaptada para o cinema pelo realizador Lauro António, conquista mais leitores, como conta nesta peça, não sem espanto,Vergílio Ferreira, que durante muito tempo se sentiu escritor “mal amado”.
Sempre a pensar a condição humana, constrói os primeiros romances na estética vigente do neorealismo, mas nos anos 40, influenciado pelos existencialistas franceses como Jean-Paul Sartre e André Malraux , assume uma escrita com uma vertente mais filosófica. Com mais de 40 títulos publicados, é depois da sua morte, que alguns inéditos são dados a conhecer, como “A Curva de uma Vida”, novela escrita aos 22 anos e, “Promessa”.
A escritora Teolinda Gersão fala da vida e da obra de um dos fundadores do romance português contemporâneo, Prémio Camões em 1992.
Há uma história de solidão profunda a começar a vida de Vergílio Ferreira (1916-1996), que o levam num inquieto monólogo interior a interrogar-se sobre o sentido das coisas, a estabelecer uma relação metafísica com Deus e com o universo.
Ele é o menino de 4 anos que vê os pais emigraram, o rapazinho que cresce sozinho no ambiente austero do seminário do Fundão para onde vai estudar, antes de fazer a faculdade em Coimbra. Experiências dolorosas que irá tratar nos romances, nos quais muitas vezes fará dele próprio personagem principal. Quem mais poderá ser António, alcunhado o Borralho, de “”Manhã Submersa”, criança de infância atormentada, senão o autor? A obra, publicada em 1954, depois de ser adaptada para o cinema pelo realizador Lauro António, conquista mais leitores, como conta nesta peça, não sem espanto,Vergílio Ferreira, que durante muito tempo se sentiu escritor “mal amado”.
Sempre a pensar a condição humana, constrói os primeiros romances na estética vigente do neorealismo, mas nos anos 40, influenciado pelos existencialistas franceses como Jean-Paul Sartre e André Malraux , assume uma escrita com uma vertente mais filosófica. Com mais de 40 títulos publicados, é depois da sua morte, que alguns inéditos são dados a conhecer, como “A Curva de uma Vida”, novela escrita aos 22 anos e, “Promessa”.
A escritora Teolinda Gersão fala da vida e da obra de um dos fundadores do romance português contemporâneo, Prémio Camões em 1992.
Promoção da Leitura na EB nº 1 de Aguim
Mais uma magnífica manhã de Promoção de Leitura com os alunos da Professora Carla Pessoa...
O ponto de partida foi a poesia de Matilde Rosa Araújo e de Luísa Ducla Soares...
Vejam as imagens, por favor!
O ponto de partida foi a poesia de Matilde Rosa Araújo e de Luísa Ducla Soares...
Vejam as imagens, por favor!
Doces conventuais na base do excesso de cáries nas freiras de Coimbra
As clarissas analisadas, do século XV ao século XVII, "tinham muito mais cáries do que o resto da população"
As
clarissas do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, do século XV ao século
XVII, apresentavam mais cáries do que o resto da população, sendo que
esse registo pode estar relacionado com os doces conventuais, aponta uma
investigadora da Universidade de Coimbra.No âmbito das escavações do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, 30 dos 35 indivíduos exumados com dentes tinham cáries, havendo várias clarissas com "dentição multicariada" e 16 cáries presentes "num só indivíduo", disse à agência Lusa a coordenadora da equipa de antropologia que participou nas escavações em 1995 e 1996, Eugénia Cunha, que apresenta na quinta-feira uma palestra em torno das histórias por detrás dos restos mortais das 68 clarissas e três crianças encontradas.
As clarissas analisadas, do século XV ao século XVII, "tinham muito mais cáries do que o resto da população", sublinha Eugénia Cunha. Constatação que pode ser explicada pela "dieta" seguida, nomeadamente pelos doces conventuais, mas também pela forma como provavam a comida, podendo "deixar na boca, para provar, e ficava a fermentar".
A patologia oral das clarissas é marcada por "doenças muito severas", apresentando "tártaro, abcessos, cáries e doença periodontal [doença infecto-inflamatória]", explanou Eugénia Cunha.
Para além da patologia oral, a equipa registou alguns casos de osteoporose e osteoartrose, bem como um possível caso de brucelose.
De acordo com a antropóloga, lesões encontradas nos joelhos de algumas das clarissas podem também estar relacionadas com o facto de poderem passar muito tempo ajoelhadas a rezar.
A equipa constatou ainda que metade das clarissas tinha mais de 50 anos, "uma idade algo elevada para a época em questão", constata Eugénia Cunha.
Vinte anos depois das escavações, Eugénia Cunha e Francisco Curate revisitaram os ossos para falarem na quinta-feira, no auditório do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, pelas 18:00, sobre as histórias que contam os restos mortais das 68 clarissas e três crianças exumadas.
De acordo com a antropóloga, os restos mortais poderão ser objeto de novos estudos "à luz da tecnologia de agora", sendo a patologia oral das clarissas um dos potenciais temas a abordar.
Mulheres na História (LXXII) D. Teresa de Leão, mãe de D. Afonso Henriques
D. Teresa de Leão (1080, Mosteiro de Monte de Ramo
(Galiza) ou Póvoa do Lanhoso – 11 de Novembro de 1130), também grafada como
Tarasia ou Tareja.
D.
Teresa de Leão, foi condessa de Portugal de 1112 a 1128. Era infanta do reino
de Leão, esposa de Henrique de Borgonha, conde de Portucale, e mãe de D. Afonso
Henriques de Borgonha, fundador do reino de Portugal, o primeiro rei de
Portugal.
Teresa
era filha ilegítima do rei Afonso VI de Leão e Castela e de Ximena Moniz. Viveu
toda a infância na companhia da sua mãe, do avô materno e da sua irmã Elvira.
Em 1093, quando Teresa tinha apenas 13 anos, foi dada
pelo seu pai em casamento a Henrique de Borgonha, de 24 anos, um nobre francês
que o tinha ajudado em muitas conquistas aos mouros. Afonso VI doou-lhes então
o Condado de Portucale, território entre o Minho e o Vouga que, a partir de
1096, se estendia entre o Minho e o Tejo. D. Henrique teve vários filhos, mas
poucos sobreviveram. o único varão que chegou a adulto foi Afonso Henriques,
além das suas filhas Urraca, Sancha e Teresa Henriques.
Depois da morte de Henrique, em 1112, Teresa governou
o condado como rainha, por direito próprio, sendo reconhecida como tal pelo
Papa, pela sua irmã, D. Urraca de Leão e Castela e, posteriormente, pelo seu
sobrinho D. Afonso de Leão e Castela. A partir de 1117 assina como “Ego regina
Taresia de Portugal regis ildefonssis filia”.
Atacada pelas forças da sua meia-irmã, a rainha D.
Urraca de Leão e Castela, as forças de D. Teresa recuaram desde a margem
esquerda do rio Minho, derrotadas e dispersas, até que D. Teresa se encerrou no
Castelo de Lanhoso. Aí sofreu o cerco imposto por D. Urraca em 1121. Em posição
de inferioridade, D. Teresa conseguiu ainda negociar o Tratado de Lanhoso, pelo
qual salvou o seu governo do Condado Portucalense.
Em aliança com D. Teresa, na revolta
galaico-portuguesa contra Urraca, junta-se Fernão de Trava, da mais poderosa
casa do Reino de Galiza. Os triunfos nas batalhas de Vilasobroso e Lanhoso,
selaram a aliança entre os Trava e Teresa de Portugal.
Fernão Peres de Trava passou assim a governar o Porto
e Coimbra e a firmar com Teresa importantes disposições e documentos no condado
de Portugal. Com a morte de Urraca, tornou-se um grande aliado do rei Afonso
VII de Leão e Castela no Reino de Galiza. A sua aliança e ligação com o conde
galego Fernão Peres de Trava, de quem teve duas filhas, indispôs contra ela os
nobres portucalenses e o seu próprio filho Afonso Henriques. Teresa exercera a
regência do Condado Portucalense durante a menoridade de D. Afonso Henriques,
mas em 1122, sob orientação do arcebispo Paio Mendes de Braga, Afonso pretendeu
assegurar o seu domínio no condado e armou-se cavaleiro em Zamora. Em breve, os
interesses estratégicos da mãe e filho, entraram em conflito. Em 1128, juntando
os cavaleiros portugueses à sua causa contra Fernão Peres de Trava e Teresa de
Leão, Afonso Henriques derrotou ambos na batalha de São Mamede, quando
pretendiam tomar a soberania do espaço galaico-português, e assumiu o governo
do condado. Obrigada desse modo a deixar a governação, alguns autores defendem
que foi detida pelo próprio filho no Castelo de Lanhoso ou se exilou num convento
de Póvoa do Lanhoso, onde veio a falecer em 1130. Modernamente, depreende-se
que após a batalha e já em fuga, ela e o conde Fernão Peres foram aprisionados
e expulsos de Portugal. D. Teresa teria falecido na Galiza, possivelmente no
mosteiro de Montederramo que refundara em 1124, de acordo com um documento
assinado em Allariz. Os seus restos mortais foram trazidos mais tarde, por
ordem do seu filho, já rei, D. Afonso I de Portugal, para a Sé de Braga, onde
ainda hoje repousam junto ao túmulo do seu marido, o conde D. Henrique.
Miiniatura medieval que representa Teresa de Leão, condessa de Portugal (à direita), sua irmã Urraca I de Leão e Castela (centro) e Fernão Peres de Trava (à esquerda). Manuscrito gótico do mosteiro de Toxosoutos
O Conde D. Henrique e D. Teresa
O ilustrador André Letria...
O ilustrador André Letria foi selecionado para a exposição da Feira do Livro de Bolonha 2016, pelas suas ilustrações para o livro "A Maior Flor do Mundo", de José Saramago.
A Feira, a maior dedicada ao livro infantil e juvenil, acontece de 4 a 7 de abril. A lista de ilustradores escolhidos inclui também a portuguesa Carolina Celas.
Aos dois, os nossos parabéns!
Os nomes que integram a exposição podem ser consultados aqui: http://www.bolognachildrensbookfair.com/…/illustr…/3689.html
Centenário do nascimento de Vergílio Ferreira
Há cem anos nascia Vergílio Ferreira, o autor de obras como "O caminho fica longe", "Mudança", "A face Sangrenta". "Aparição" é o mais conhecido dos seus livros e razão para recordar a vida deste grande escritor português.
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- Atualidade
- ...
“Aparição”, publicado em 1959, começa com um prenúncio de
tragédia: Alberto Soares, o personagem do romance, chega a Évora como
novo professor do liceu. Um homem de luto, sombrio e descrente ainda a
refazer-se da morte do pai, acaba de entrar numa cidade católica, branca
e luminosa, deixando adivinhar que a sua relação com a cidade não será
fácil.
O autor nasceu na aldeia de Melo, junto à Serra da Estrela em 1916. Os pais emigraram para os Estados Unidos quando tinha apenas quatro anos. A sua educação foi dividida entre umas tias maternas e o seminário do Fundão que abandonou aos 16 anos. Formou-se em Coimbra em filologia clássica.
O personagem da “Aparição”, Alberto Soares, é um alter-ego de Vergílio Ferreira, que aparentemente escreveu um romance autobiográfico e onde faz uma “radiografia” da relação do Homem com a sociedade, com Deus e consigo mesmo.
A RTP preparou também um dossier especial sobre o centenário que pode encontrar aqui.
O autor nasceu na aldeia de Melo, junto à Serra da Estrela em 1916. Os pais emigraram para os Estados Unidos quando tinha apenas quatro anos. A sua educação foi dividida entre umas tias maternas e o seminário do Fundão que abandonou aos 16 anos. Formou-se em Coimbra em filologia clássica.
O personagem da “Aparição”, Alberto Soares, é um alter-ego de Vergílio Ferreira, que aparentemente escreveu um romance autobiográfico e onde faz uma “radiografia” da relação do Homem com a sociedade, com Deus e consigo mesmo.
A RTP preparou também um dossier especial sobre o centenário que pode encontrar aqui.
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“Aparição”, publicado em 1959, começa com um prenúncio de
tragédia: Alberto Soares, o personagem do romance, chega a Évora como
novo professor do liceu. Um homem de luto, sombrio e descrente ainda a
refazer-se da morte do pai, acaba de entrar numa cidade católica, branca
e luminosa, deixando adivinhar que a sua relação com a cidade não será
fácil.
O autor nasceu na aldeia de Melo, junto à Serra da Estrela em 1916. Os pais emigraram para os Estados Unidos quando tinha apenas quatro anos. A sua educação foi dividida entre umas tias maternas e o seminário do Fundão que abandonou aos 16 anos. Formou-se em Coimbra em filologia clássica.
O personagem da “Aparição”, Alberto Soares, é um alter-ego de Vergílio Ferreira, que aparentemente escreveu um romance autobiográfico e onde faz uma “radiografia” da relação do Homem com a sociedade, com Deus e consigo mesmo.
O autor nasceu na aldeia de Melo, junto à Serra da Estrela em 1916. Os pais emigraram para os Estados Unidos quando tinha apenas quatro anos. A sua educação foi dividida entre umas tias maternas e o seminário do Fundão que abandonou aos 16 anos. Formou-se em Coimbra em filologia clássica.
O personagem da “Aparição”, Alberto Soares, é um alter-ego de Vergílio Ferreira, que aparentemente escreveu um romance autobiográfico e onde faz uma “radiografia” da relação do Homem com a sociedade, com Deus e consigo mesmo.
Edifício onde foi assinado Tratado de Alcáçovas transformado em espaço cultural
O edifício vai reabrir de "cara lavada", durante o "primeiro semestre deste ano", como espaço cultural, acolhendo várias valências, como um centro interpretativo, área de exposições, biblioteca, posto de turismo e núcleo documental.
Está também prevista a criação de uma zona dedicada à arte chocalheira, que recentemente foi declarada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda.
Além de ter sido o local escolhido para a assinatura do Tratado de Alcáçovas, entre D. João II e os reis católicos, o Paço dos Henriques serviu também de residência real e foi palco de casamentos reais.
O edifício esteve sempre na posse de famílias ilustres, a última das quais a família dos Henriques, condes de Alcáçovas.
Mais tarde, foi adquirido pelo Estado e, em 1993, classificado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR) como imóvel de interesse público.
janeiro 27, 2016
SOLIDÃO de Miguel Torga
SOLIDÃO
Não aprendo a lição,
A vida bem me ensina
Mas a minha atenção
Perde-se em cada esquina
Do caminho.
Adivinho
O que sei.
E nunca sei senão que me enganei
E que vou mais sozinho.
Não aprendo a lição,
A vida bem me ensina
Mas a minha atenção
Perde-se em cada esquina
Do caminho.
Adivinho
O que sei.
E nunca sei senão que me enganei
E que vou mais sozinho.
Por isso canto a dar sinal de mim
E a exorcizar o medo.
Este medo
Em segredo
Que me atormenta.
Medo animal,
Primordial,
Carnal,
Que quanto mais avanço mais aumenta.
Miguel Torga
(Coimbra, 22 de Janeiro de 1979.)
Diário XIII
Fotografia: José Malhoa (1855-1933) -Outono, 1918.
E a exorcizar o medo.
Este medo
Em segredo
Que me atormenta.
Medo animal,
Primordial,
Carnal,
Que quanto mais avanço mais aumenta.
Miguel Torga
(Coimbra, 22 de Janeiro de 1979.)
Diário XIII
Fotografia: José Malhoa (1855-1933) -Outono, 1918.
janeiro 26, 2016
Os Jogos Olímpicos...
As mulheres estavam proibidas de participar e de assistir aos Jogos
Olímpicos. Não podiam presenciar estes "espetáculos desportivos" porque o
Santuário de Olímpia era considerado um lugar sagrado e era-lhes
interdito. Só os homens podiam entrar neste santuário. Para evitar que
alguma mulher se disfarçasse de homem para competir, todos os atletas
competiam nus! Se por acaso alguma mulher fosse apanhada neste lugar
sagrado, nem que fosse somente a olhar do alto dos montes de Olímpia,
seria lançada pelas ravinas desse monte.
Sabias que a única mulher que foi admitida nos Jogos Olímpicos foi na forma de estátua? Tratou-se da estátua da sacerdotisa Deméter, deusa do trigo e da terra.
Sabias que a única mulher que foi admitida nos Jogos Olímpicos foi na forma de estátua? Tratou-se da estátua da sacerdotisa Deméter, deusa do trigo e da terra.
Poema de Miguel Torga
"E, contudo, é bonito
O entardecer.
A luz poente cai do céu vazio
Sobre o tecto macio
Da ramagem
E fica derramada em cada folha.
Imóvel, a paisagem
Parece adormecida
Nos olhos de quem olha.
A brisa leva o tempo
Sem destino.
E o rumor citadino
Ondula nos ouvidos
Distraídos
Dos que vão pelas ruas caminhando
Devagar
E como que sonhando,
Sem sonhar..."
Miguel Torga
O entardecer.
A luz poente cai do céu vazio
Sobre o tecto macio
Da ramagem
E fica derramada em cada folha.
Imóvel, a paisagem
Parece adormecida
Nos olhos de quem olha.
A brisa leva o tempo
Sem destino.
E o rumor citadino
Ondula nos ouvidos
Distraídos
Dos que vão pelas ruas caminhando
Devagar
E como que sonhando,
Sem sonhar..."
Miguel Torga
Em Coimbra...
Trazemos o que mais belo Portugal tem...
Construída entre os anos de 1717 e 1728, é um dos expoentes do Barroco Português e uma das mais ricas bibliotecas europeias. Ficará conhecida como Biblioteca Joanina em honra e memória do Rei D. João V (1707-1750).
Eis a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra!
janeiro 25, 2016
Virginia Woolf
«A vida é como um sonho; é o acordar que nos mata.» (Virginia Woolf)
Com “Mrs. Dalloway”, considerado o seu primeiro grande romance modernista, chegou o reconhecimento como escritora reputada. “Orlando”, obra de 1928, confirmou as suas qualidades. Seguiram-se “Um Quarto Que Seja Seu”, onde defende a independência das mulheres, “As Ondas” e “Os Anos” e, em 1938, lançou um romance polémico, ‘’Os Três Guinéus’’, na sequência da morte de um sobrinho na Guerra Civil espanhola. Neste livro, defende que a guerra é a expressão do instinto sexual masculino.
Com “Mrs. Dalloway”, considerado o seu primeiro grande romance modernista, chegou o reconhecimento como escritora reputada. “Orlando”, obra de 1928, confirmou as suas qualidades. Seguiram-se “Um Quarto Que Seja Seu”, onde defende a independência das mulheres, “As Ondas” e “Os Anos” e, em 1938, lançou um romance polémico, ‘’Os Três Guinéus’’, na sequência da morte de um sobrinho na Guerra Civil espanhola. Neste livro, defende que a guerra é a expressão do instinto sexual masculino.
A 28 de Março de 1941, pouco depois de ter lançado ‘’Entre os Actos’’
suicidou-se, atirando-se a um rio com os bolsos cheios de pedras. Foi a
segunda tentativa em poucos dias, interrompendo assim uma carreira
marcada pela obtenção de diversos prémios literários, dos quais,
contudo, só aceitou um, o Fémina, de França.
Paralelamente à actividade de escritora, em conjunto com o marido fundou e manteve uma editora, destinada a publicar textos experimentais, textos de amigos e traduções de russo. Intitulada Hobart Press, a editora funcionava em moldes caseiros, depois de, em 1917, Leonard ter oferecido à esposa uma pequena tipografia.
Quando passam 134 anos do seu nascimento, destacamos Virginia Woolf.
Paralelamente à actividade de escritora, em conjunto com o marido fundou e manteve uma editora, destinada a publicar textos experimentais, textos de amigos e traduções de russo. Intitulada Hobart Press, a editora funcionava em moldes caseiros, depois de, em 1917, Leonard ter oferecido à esposa uma pequena tipografia.
Quando passam 134 anos do seu nascimento, destacamos Virginia Woolf.
janeiro 24, 2016
Arquivo da Torre do Tombo e os doces conventuais...
Pão de ló Para se fazer um pão de ló perfeito é necessário um arrátel de açúcar, vinte ovos, um punhado de farinha. Tomarão o arrátel de açúcar muito bem escolhido, deitá-lo-ão em uma panela vidrada e nove ovos com as claras; e dos outros nove, as gemas e um parzinho de pedras de sal muito limpas e, estando tudo dentro na panela, o baterão com uma colher até ficar bem grosso; e quando o levarem para o forno lhe deitarão o punhado de farinha e o baterão mais um pouco de tempo e untarão um tacho com manteiga e deitarão, dentro nele, este polme que está na dita panela e logo, sem dilação, o meterão no forno, coberto com uma folha de papel; e o forno há-de estar em bom tempero, nem muito forte, nem muito brando. E para ver se está cozido, lhe meterão um pauzinho; se sair seco, está cozido e ainda quente se tirará do tacho. (p. 1)
janeiro 22, 2016
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