fevereiro 20, 2017

Josefa de Ayala y Cabrera

A 20 de fevereiro de 1630 nasceu Josefa de Ayala y Cabrera. Mais conhecida como Josefa de Óbidos, herdou do pai, o pintor português Baltazar Gomes Figueira, a vocação para a pintura. Apadrinhada pelo pintor Espanhol Francisco Herrera, foi um dos raros, se não mesmo o mais significativo, caso de uma mulher a destacar-se na pintura antes da época contemporânea.
Foi uma mulher emancipada e culta, cuja fé reflete a espiritualidade do século XVII, com um longo percurso artístico, pintora de naturezas mortas e de notáveis composições de temática devocional. As suas representações humanas caraterizam-se pelos rostos ovalados, com grandes olhos e bocas pequenas, quase abonecados.
Este tipo fisionómico está presente no pormenor com que celebramos o seu nascimento, pertencente à obra ‘Lactação de São Bernardo’ (MNMC 2639), óleo sobre tela da segunda metade do século XVII, em exposição permanente na galeria de pintura portuguesa - piso 1 - do Museu Machado de Castro...


A Primavera começa a anunciar a sua chegada...

Começam a surgir dias que convidam a ler com prazer...

(Poemas Inconjuntos, heterónimo de Fernando Pessoa)

Alberto Caeiro

Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

 
 
 
 
 

Poema de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

O poema:

Evasão
Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.
Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?
Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.
Ser um é cadeia,
Ser eu não é ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.

fevereiro 15, 2017

A Solução é sempre.....LER....


Promoção da Leitura na EB1 de Mogofores






Mais um dia de Promoção de Leitura junto dos alunos dos 3º e 4º Anos com os Senhores Professores Mário Santiago e Dina Ferreira...
Bem-hajam por tal manhã de sucesso...

As Bibliotecas são para todos....









"Leave Me Alone, I'm Reading..."

"It's not that I don't like people. It's just that when I'm in the company of others - even my nearest and dearest - there always comes a moment when I'd rather be reading a book."

Maureen Corrigan, "Leave Me Alone, I'm Reading..."

"Girl Reading" by Alfred Emile Leopold Stevens (1823-1906)