agosto 23, 2017

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WWW (World Wide Web)...

Hoje celebram-se as famosas letras WWW (World Wide Web).
São milhões os utlizadores de todas as idades, culturas e estilos de vida que usam diariamente a Internet.
Um mundo cheio de potencialidades,mas repleto de alguns riscos que ameaçam a nossa segurança e bem-estar.
Passa muito tempo na internet?

FERNANDO PESSOA

"Na ribeira deste rio
Ou na ribeira daquele
Passam meus dias a fio.
Nada me impede, me impele,
Me dá calor ou dá frio.
Vou vendo o que o rio faz
Quando o rio não faz nada.
Vejo os rastros que ele traz,
Numa sequência arrastada,
Do que ficou para trás.
Vou vendo e vou meditando,
Não bem no rio que passa
Mas só no que estou pensando,
Porque o bem dele é que faça
Eu não ver que vai passando.
Vou na ribeira do rio
Que está aqui ou ali,
E do seu curso me fio,
Porque, se o vi ou não vi.
Ele passa e eu confio".

NA RIBEIRA DESTE RIO

FERNANDO PESSOA

O Mondego... visto da Alta de Coimbra

agosto 22, 2017

A Biblioteca Escolar: Dinamizar, motivar para a leitura | Tese



biblio.png

Trabalho de projecto apresentado à Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti para obtenção do grau de Mestre em Ciências da Educação, Especialização em Animação da Leitura
Por Carla Isabel Santa Marta Bastos
Sob Orientação do/a Professora Doutora Manuela Barreto Nunes
Outubro 2010
RESUMO

Ninguém nasce leitor, no entanto desde cedo podemos contribuir para que uma criança se forme como leitor. O contacto entre a criança e o livro deve ser proporcionado desde cedo, para que esta apreenda um conjunto de características relacionadas com o acto de ler. À medida que a criança aumenta as suas leituras, mais desenvolve as suas capacidades intertextuais e mais se forma como leitor.
Formar leitores é uma responsabilidade partilhada entre a família, a escola e a Biblioteca Escolar. A família é a responsável por promover o contacto entre a criança e o livro, por lhes permitir o acesso a este e por criar situações frequentes de partilha de leituras. Por sua vez, a escola deve não só ensinar a criança a ler, mas essencialmente, criar-lhe o gosto de ler.
É necessário que as escolas proporcionem situações motivadoras que ponham a criança e o livro em permanente contacto.

Embora a Biblioteca Escolar seja um organismo dentro da própria escola, destaca-se no papel de formar leitores e tem nesta área uma responsabilidade acrescida. A Biblioteca Escolar deve ser dinamizada de modo a proporcionar aos alunos situações interessantes e motivadoras que os levem a ler, pois é nela que encontramos fontes de conhecimento.

Neste trabalho apresentamos os resultados de um projecto de investigação-acção que pretende promover a leitura junto dos mais novos, com o envolvimento dos encarregados de educação e da própria Biblioteca Escolar.

Os docentes e a biblioteca escolar: uma relação necessária | estudo




Numa sociedade caracterizada por um crescimento ilimitado de informação, possibilitada pelas modernas tecnologias, há que necessariamente repensar o papel das Bibliotecas Escolares.

O presente estudo, descritivo com levantamento de dados, aborda a temática das relações entre a Biblioteca Escolar e os Docentes de uma Escola Secundária com 3.º Ciclo.
Os objectivos do estudo eram averiguar as formas de apropriação da utilização, por parte dos docentes, da Biblioteca Escolar; apurar outras possibilidades de integração / articulação da Biblioteca Escolar no desenvolvimento do currículo e das suas práticas; e saber qual a posição dos professores sobre indicadores que o Modelo de AutoAvaliação das Bibliotecas Escolares propõe no âmbito da articulação curricular da Biblioteca Escolar com as estruturas pedagógicas e os docentes.

Com o desenvolvimento do estudo verificou-se que os professores consideram que utilizam a biblioteca de uma forma mais participada, diversificada e frequente do que realmente acontece. Quanto à aplicação do Modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares, existe um quadro favorável à sua aplicação na Escola em estudo.

21 de Agosto de 1986: Morre o poeta Alexandre O'Neill


Poeta português, Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões nasceu a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, e morreu a 21 de agosto de 1986, na mesma cidade. Para além de se ter dedicado à poesia, Alexandre O'Neill exerceu a atividade profissional de técnico publicitário. Fundador do Grupo Surrealista de Lisboa, com Mário Cesariny, António Pedro, José-Augusto França, diretamente influenciado pelo surrealismo bretoniano, desvinculou-se do grupo a partir de Tempo de Fantasmas (1951), embora a passagem pelo surrealismo marque indelevelmente a sua postura estética. A sua distanciação em relação a este movimento não obstou a que um estilo sarcástico e irónico muito pessoal se impregnasse de algumas características do Surrealismo, abordando noutros passos o Concretismo, preocupando-se não em fazer "bonito", mas sim "bom e expressivo". Para Clara Rocha, a poesia de Alexandre O'Neill coincide com o programa surrealista a dois níveis: "a libertação total do homem e a libertação total da arte. O que implica: primeiro, uma poesia de 'intervenção', exortando os homens a libertarem-se dos constrangimentos de toda a ordem que os tolhem e oprimem (familiares, sociais, morais, quotidianos, psicológico, políticos, etc.); segundo, a libertação da palavra de todas as formas de censura (estética, moral, lógica, do bom senso, etc.)" (cf. ROCHA, Clara - prefácio a Poesias Completas, 1982, p. 12). Para Fernando J. B. Martinho (retomando um artigo de Quadernici Portoghesi), a diferença de O'Neill relativamente à poética surrealista situa-se na "preferência, relativamente à oposição 'falar/imaginar', pelo primeiro polo", numa consequente atenção dispensada, nos livros posteriores a Tempo de Fantasmas, como No Reino da Dinamarca ou Abandono Vigiado, "à sociedade portuguesa de que vai traçar como que a radiografia, surpreendendo-a na sua mediocridade, nos seus ridículos, nos seus pequenos vícios provincianos" (MARTINHO, Fernando J. B., op. cit., 1996, pp. 39-40). Nessa medida, e ainda segundo o mesmo crítico, se "o surrealismo ortodoxo põe a sua crença na existência de um 'ponto do espírito em que [...] o real e o imaginário' deixariam 'de ser percebidos contraditoriamente', em Alexandre O' Neill toda a busca parece centrar-se na 'vida' e no 'real'" (id. ibi, p. 40). 
Recebeu, pelas suas Poesias Completas, o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários (1983). 



PORTUGAL
Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!

Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há “papo-de-anjo” que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para o meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.

Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós . . .
 Alexandre O’Neill

agosto 17, 2017

16 de Agosto de 1867:Nasce o poeta português António Nobre, autor de "Só" e "Despedidas"

A infância e a adolescência de António Nobre foram passadas entre Leça da Palmeira, onde o pai, antigo emigrado no Brasil, possuía uma quinta, e a Foz do Douro. Tendo estudado em colégios do Porto, frequentou os principais centros da boémia portuense, convivendo com figuras literárias como Raul Brandão e Júlio Brandão e publicando criação poética. Frequentou posteriormente a Faculdade de Direito de Coimbra, onde, com Alberto de Oliveira, fundou a revista Boémia Nova, cuja polémica com a publicação de Insubmissos, de Eugénio de Castro, constituiu um marco na emergência do Simbolismo e do Decadentismo em Portugal. Foi em Coimbra que, habitando a fortificação medieval que ficaria conhecida como "Torre de Anto", se acentuou o culto por uma postura romântica e egocêntrica, e que elaborou grande número das composições que viriam a integrar a sua principal obra publicada em vida. Em Paris, desde 1890, forma-se em Direito na Sorbonne e, conquanto à margem da dinâmica literária francesa que, por essa altura, consagra o Simbolismo, publica, em 1892, obra onde a voz do lusíada exilado reinventa, entre nostálgico e auto-irónico, uma existência que, nutrida nas tradições de um Portugal puro e preservado, o votou à solidão e ao sofrimento. Não chegando a ocupar o lugar de cônsul para que concorrera em 1893, os últimos anos de vida de António Nobre serão marcados por deslocações frequentes entre os lugares da sua infância e juventude e lugares de repouso, como a Suíça e a Madeira. Uma leitura literal de um biografismo assumido com emotividade e a evocação de um "Portugal da minha infância", vislumbrado em paisagens rurais e em textos plasmados sobre formas populares, permitiu que a publicação de  surgisse como um modelo a um tempo de uma estética neorromântica e neogarrettista que, pelo menos desde o início dos anos 90, fora elaborando as suas propostas teóricas. Mas, na verdade, o mais original do volume passa por uma forma antideclamatória que, inserindo-se num dolorismo e confessionalismo lírico, frequentemente de inspiração autobiográfica, busca a impressão de extrema simplicidade, delindo na sua elaboração a cultura literária e o rigor construtivo que lhe subjazem. É neste sentido que António Nobre se insere numa poesia portuguesa pré-modernista, ao colocar em questão uma língua poética fortemente convencional e normativa. Segundo Gastão Cruz, "enquanto Cesário revoluciona fundamentalmente o nível linguístico, através da renovação vocabular, a revolução de Nobre, não deixando de situar-se igualmente num plano semântico, e por vezes com uma liberdade de associações e uma violência que encontram o que encontramos em Cesário [...], abala, pela primeira vez, os alicerces, e toda a construção, do edifício romântico-parnasiano." (CF. CRUZ, Gastão - A Poesia Portuguesa Hoje, 2.ª ed. aum., Lisboa, Relógio d'Água, Lisboa, 1999, pp. 20-21).

No ano de 2000 comemorou-se o centenário da sua morte, através de publicações que relembram a sua vida pessoal e poética, entre outros eventos.
António Nobre

A Poezia do Outomno

Noitinha. O sol, qual brigue em chammas, morre 
Nos longes d'agoa... Ó tardes de novena! 
Tardes de sonho em que a poezia escorre 
E os bardos, a sonhar, molham a penna! 

Ao longe, os rios de agoas prateadas 
Por entre os verdes cannaviaes, esguios, 
São como estradas liquidas, e as estradas 
Ao luar, parecem verdadeiros rios! 

Os choupos nus, tremendo, arripiadinhos, 
O chale pedem a quem vae passando... 
E nos seus leitos nupciaes, os ninhos, 
As lavandiscas noivam piando, piando! 

O orvalho cae do céu, como um unguento. 
Abrem as boccas, aparando-o, os goivos... 
E a larangeira, aos repellões do vento, 
Deixa cair por terra a flor dos noivos. 

E o orvalho cae... E, á falta d'agoa, rega 
O val sem fruto, a terra arida e nua! 
E o Padre-Oceano, lá de longe, prega 
O seu Sermão de Lagrymas, á Lua! 

Tardes de outomno! ó tardes de novena! 
Outubro! Mez de Maio, na lareira! 
Tardes... 
    Lá vem a Lua, gratiae plena
Do convento dos céus, a eterna freira!
António Nobre, in 'Só' 

agosto 16, 2017

Eça de Queirós

Nos 117 anos da morte de Eça de Queirós, celebramos a sua vida:
«A Vida
Vida!... punhado de areia!
Morte!... rajada de vento!
(Guerra Junqueiro)

A vida é sonho para quem vela: será realidade para quem dorme?
(Oliveira Martins)
O amigo Oliveira Martins diz que a vida é um sonho; o amigo Guerra Junqueiro diz que é um punhado de areia... Se é sonho, é o único que vale a pena sonhar; sé é areia, é a única sobre que vale a pena edificar.
(Eça de Queirós)»
No álbum de Mademoiselle Maria Augusta Pereira Machado, 1887, in "Almanaques e outros dispersos", Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2011.

agosto 11, 2017

11 de Agosto de 1578: Morre Pedro Nunes,o matemático do nónio


Cosmógrafo e matemático português, nasceu em 1502, em Alcácer do Sal, e morreu a 11 de Agosto de 1578, em Coimbra.  A infância de Pedro Nunes é pouco conhecida. Estudou na Universidade de Salamanca talvez de 1521 a 1522, e na Universidade de Lisboa onde obteve a graduação em medicina . No século XVI a Medicina recorria à Astrologia, vindo assim a dominar as disciplinas de Astronomia e Matemática. Posteriormente prosseguiu os seus estudos de Medicina, mas também leccionou várias disciplinas na Universidade de Lisboa, incluindo MoralFilosofiaLógica e Metafísica. Quando, em 1537, a universidade retornou para Coimbra, ele transferiu-se para a refundada Universidade de Coimbra para leccionar Matemática, cargo que manteve até 1562. À época, esta era uma disciplina nova naquela instituição, tendo sido criada com o intuito de fornecer as instruções técnicas necessárias para a navegação, que se tornara um tópico vital no país, à época. A Matemática tornou-se uma disciplina independente em 1544.
Além de se dedicar ao ensino, foi nomeado Cosmógrafo Real em 1529 e tornou-se o primeiro Cosmógrafo-mor do Reino em 1547, cargo que exerceu até seu falecimento.
Em 1531, João III de Portugal encarregou-o da educação dos seus irmãos mais novos, Luís e Henrique. Anos depois, foi também responsável pela educação do neto do rei (e futuro rei), Sebastião.
É possível que durante a sua estadia em Coimbra, Christopher Clavius tenha assistido às aulas de Pedro Nunes, sendo assim influenciado pelo seu trabalho.
A mais original das suas obras intitula-se De Crepusculis (1542), onde descreve a sua invenção conhecida como nónio. Este invento é uma pequena régua que desliza ao longo de outra e permite avaliar fracções da menor divisão desta última. O nónio circular é uma pequena peça circular que desliza ao longo da circunferência de um círculo graduado e cuja construção e uso são análogos ao do nónio retilíneo. Inventou também as linhas de rumo, mais tarde designadas loxodromias. A obra científica de Pedro Nunes coloca-o entre os maiores matemáticos do seu século.


Resultado de imagem para pedro nunes

Ficheiro:Pedro Nunes.png
De erratis Orontii Finaei, 1546
Ficheiro:Nonio originale.jpg

Nónio original de Pedro Nunes

agosto 10, 2017

Henri Nestlé

10 de agosto
"Henri Nestlé nascia neste dia, em 1814. Todos nós associamos Nestlé aos chocolates mas a história começa na Suíça em 1866, quando a empresa lança a farinha láctea, à base de cereais e leite. Fórmula desenvolvida pelo próprio farmacêutico Nestlé para combater os problemas de nutrição infantil que tanto alarmavam aquela época."

Cruz Vermelha

09 de agosto é dia para relembrar a Cruz Vermelha que nasceu pela iniciativa de Henry Dunant para ajudar soldados feridos durante a Batalha de Solferino em 1859. Fundada em Genebra, Suíça, para proteger a vida e dignidade de vítimas de conflitos internacionais e internos, tem vindo a alargar a sua intervenção de cariz humanitário.

agosto 08, 2017

Os docentes e a biblioteca escolar: uma relação necessária |


docentes.png

Ângela Balça & Maria Adelina Fonseca | 2012


Resumo

Numa sociedade caracterizada por um crescimento ilimitado de informação, possibilitada pelas modernas tecnologias, há que necessariamente repensar o papel das Bibliotecas Escolares.

O presente estudo, descritivo com levantamento de dados, aborda a temática das relações entre a Biblioteca Escolar e os Docentes de uma Escola Secundária com 3.º Ciclo.
Os objectivos do estudo eram averiguar as formas de apropriação da utilização, por parte dos docentes, da Biblioteca Escolar; apurar outras possibilidades de integração / articulação da Biblioteca Escolar no desenvolvimento do currículo e das suas práticas; e saber qual a posição dos professores sobre indicadores que o Modelo de AutoAvaliação das Bibliotecas Escolares propõe no âmbito da articulação curricular da Biblioteca Escolar com as estruturas pedagógicas e os docentes.

Com o desenvolvimento do estudo verificou-se que os professores consideram que utilizam a biblioteca de uma forma mais participada, diversificada e frequente do que realmente acontece. Quanto à aplicação do Modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares, existe um quadro favorável à sua aplicação na Escola em estudo.

agosto 06, 2017

Poema de Fernando Pessoa

"Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca..."


Fernando Pessoa


A Volta a Portugal vai começar. E a Volta ao Conhecimento também


O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) anunciou que, em paralelo com a Volta a Portugal, irá decorrer a Volta ao Conhecimento, que dará a conhecer os diferentes projetos da comunidade científica nacional

No dia 4 de agosto, começam a ser dadas as primeiras pedaladas da Volta a Portugal. E no mesmo dia arranca igualmente a Volta ao Conhecimento, pelas mãos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).
À semelhança do pelotão de ciclistas, os mentores da Volta ao Conhecimento deverão percorrer o País, tendo como principal objetivo dar a conhecer os diferentes projetos levados a cabo por universidades e diferentes instituições científicas apoiadas pelo Estado. A Volta ao Conhecimento é composta por 10 etapas. Além da formação científica da população, a Volta ao Conhecimento tem como objetivo estabelecer pontes entre laboratórios e comunidade em que se inserem.
Em comunicado, o MCTES recorda que é a segunda vez que se realiza a Volta ao Conhecimento. Em 2016, foram produzidos 400 conteúdos de âmbito científico no âmbito desta iniciativa de divulgação. Os conteúdos, que são disponibilizados em plataformas digitais, foram produzidos por cientistas de 19 instituições.

FLORBELA ESPANCA

FLORBELA ESPANCA
Nascida em Vila Viçosa, em 1894, Florbela Espanca, foi uma poetisa de elevada sensibilidade e notável craveira, onde transparece feminilidade e sofrimento, Teve um vida curta (suicidou-se aos 36 anos), cheia e dramática. Foi uma das primeira mulheres a frequentar o Liceu André de Gouveia, em Évora, onde completou, em 1917, o Curso Complementar de Letras e também uma das primeiras a ingressar na Faculdade de Direito, em Lisboa.

agosto 04, 2017

Está no tempo das camarinhas....

Está no tempo das camarinhas... e da lenda associada à Rainha Santa Isabel e ao rei D. Dinis...
A camarinha é uma baga comum nas dunas do pinhal de Leiria. Em agosto atinge o seu esplendor, quando se transforma numa pérola branca, outrora símbolo das lágrimas da Rainha Santa Isabel chamando por El-Rei D. Dinis.
A camarinha, com o nome científico de Corema Album, é uma baga de cor branca e tem como habitat preferido regiões do litoral, ornadas por sistemas dunares.
Conta-se que o rei D. Dinis andava no pinhal de Leiria, e um dia, ausentou-se. A rainha Santa Isabel foi à procura dele, e quando o viu chegar, começou a chorar. As lágrimas, simbolicamente, derramaram por todo o pinhal e cristalizaram em pérolas».
Rezava a lenda: «Dizem que Santa Isabel, Rainha de Portugal, montando branco corcel percorria o seu pinhal! “Ai do meu Esposo! Dizei! Dizei-me, robles reais! Meu Dinis! Senhor meu Rei! Em que braços suspirais?! (…) Mas cristalizou-se o pranto em muitas bagas branquinhas e transformou-se num manto de brilhantes camarinhas!...».
Um fruto que povoa o pinhal de Leiria e que, turisticamente, devia ser mais bem explorado, pois é um produto único, só nosso, que mais nenhum país pode aproveitar.

agosto 03, 2017

Em Coimbra, em honra de Miguel Torga...


Exposição reconstrói memórias da aldeia submersa da Foz do Dão


Sandra Henriques é a autora de uma exposição de fotografia sobre a aldeia submersa da Foz do Dão, em Santa Comba Dão, que será inaugurada este domingo à tarde, no largo do município de Santa Comba Dão. A mostra de fotografia reconstrói memórias dos muitos habitantes daquela aldeia, que ficaram sem as suas casas depois de a Foz do Dão ter sido “engolida” pelas águas do Mondego, no início da década de 1980, aquando da construção da barragem da Aguieira. À população foram oferecidas promessas de emprego e crescimento do turismo, reduzidas indemnizações e pequenos lotes numa rua da freguesia de Óvoa, em Santa Comba Dão.

DICAS DE LEITURA – POR QUÊ LER EM VOZ ALTA?


Ilustração de Pedro Leitão (Este ilustrador e escritor já esteve na nossa Escola)
É mais fácil aprender a ler quando ouvimos outros ler em voz alta! Quem o afirma é Aidan Chambers, escritor e pedagogo norte-americano, num livrinho intitulado Queres que te conte um conto? Um guia para narradores e contadores (edição em castelhano, de Banco del Libro, Venezuela).
Aprendemos a ler, normalmente, do seguinte modo: primeiro, acompanhados por quem sabe ler e, depois, começamos gradualmente a ler autonomamente. O leitor é, por isso, um aprendiz e é-o efetivamente se estiver na «zona de desenvolvimento proximal», isto é, se estiver em contacto com a leitura. Assim, ler em voz alta para as crianças é essencial para ajudá-las a converter-se em leitoras. E, segundo Aidan Chamber, «é um erro pensar que a leitura em voz alta é necessária apenas nas etapas iniciais». A leitura em voz alta é tão valiosa e aprender a ler é um processo tão demorado (e nunca acabado) que a leitura em voz alta é necessária durante toda a escolarização e, ousamos dizer, durante toda a vida. O ideal seria que cada pessoa escutasse um fragmento de literatura todos os dias.
Este especialista apresenta cinco razões fundamentais para ler em voz alta:

1 – A leitura em voz alta mostra-nos como o texto funciona. Cada vez que escutamos um conto, ou poema ou qualquer outro tipo de texto, adquirimos um exemplo mais de como a escrita funciona, isto é, como se estrutura e se organiza, e o que (ou como) temos de fazer «dominar» o texto. Descobrimos, ao ouvir, que tipo de texto está guardado na linguagem do texto.
2 – A leitura em voz alta faz com que o texto impresso ganhe vida poer meio da interpretação. A escrita é, em cero sentido, um guião: com palavras que nos dizem como são as pessoas, o que sentem e como agem. A leitura em voz alta desperta a magia do texto e das personagens. A leitura em voz alta mostra como quem lê «convive» com as palavras e as personagens. Ou seja, a leitura em voz alta possibilita a aprendizagem de que o texto tem um «corpo» e uma «voz» que o leitor tem de «interpretar».
3 – A leitura em voz alta transforma o «difícil» em algo acessível. Quando as crianças são expostas a algo que não são ainda capazes de ler por si mesmas, estamos a ajudá-las a descobrir que vale a pena esforçar-se por ler autonomamente.
4 – A leitura em voz alta estimula a escolha, mostrando que se pode ler vários tipos de textos, de vários modos e com «estratégias» distintas. Pode ler-se uma história completa, seguida de discussão; pode fazer-se um programa de leitura de contos, poemas, inclusive para e em ocasiões especiais; pode ler-se um texto mais extenso ao longo de vários dias; pode ler-se a despropósito, sempre que seja adequado e/ou surja uma oportunidade; pode dramatizar-se um texto, etc., etc.
5 – A leitura em voz alta oferece uma maneira de estar juntos. Além da dimensão social e afetiva (de que já falamos em outros post), este tipo de leitura é importante para o processo de construção da identidade cultural, ainda que cada pessoa a assuma de modo distinto.

Neste tempo de férias (real ou psicológico), não tenha dúvidas: leia em voz alta, para si, para os seus filhos, para os seus familiares, para quem quer que seja, mas leia…

Citação de M. Gandhi

"Pegue um sorriso e doe-o a quem jamais o teve.
Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar.
Descubra o AMOR e faça-o conhecer o mundo."
 

M. Gandhi

As Bibliotecas de praia e piscina no Google

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Citação de Mário Vargas Llosa

A literatura não é algo que nos faça felizes, mas ajuda-nos a defendermo-nos da infelicidade.

Mário Vargas Llosa

História do Livro

http://blogue.rbe.mec.pt/historia-do-livro-1946542