janeiro 25, 2013

Poema de Eugénio de Andrade

Que voz lunar insinua
o que não pode ter voz?

Que rosto entorna na noite
todo o azul da manhã?
Que beijo de ouro procura
uns lábios de brisa e água?

Que branca mão devagar
quebra os ramos do silêncio?


Eugénio de Andrade

Que Voz Lunar, in, Mar de Setembro



foto Rosa Miranda
Que voz lunar insinua
o que não pode ter voz?

Que rosto entorna na noite
todo o azul da manhã?

Que beijo de ouro procura
uns lábios de brisa e água?

Que branca mão devagar
quebra os ramos do silêncio?


Eugénio de Andrade

Que Voz Lunar, in, Mar de Setembro



foto Rosa Miranda