março 21, 2016
Qual é o poema mais antigo do mundo? Há dois que reclamam esse título
No Dia Mundial da Poesia o Expresso foi à procura do poema mais antigo. Há dois que reinvindicam o título: um vem do Antigo Egito, outro da Mesopotâmia. Qualquer deles tem mais de dois mil anos.
Um
marinheiro regressa a casa depois de uma expedição falhada e relata
alguns episódios da viagem ao seu "mestre", para que este, por sua vez,
possa relatar ao faraó. Conta-lhe como o seu barco, que transportava
também outros marinheiros, naufragara numa tempestade, e como ele,
sozinho, único sobrevivente da intempérie, chegara a uma ilha
abandonada. Ali encontrou comida e abrigo. E também uma serpente que
falava e se auto denominava Lord of Punt, e lhe perguntou uma, duas, três
vezes, o que o levara à ilha, ao que o marinheiro lhe respondeu que o
rei o havia incumbido de uma missão. A serpente aconselhou-o,
então, a ser prudente e a manter-se firme, porque, mais cedo ou mais
tarde, acabaria por ser resgatado, o que veio efetivamente a acontecer,
ao fim de algum tempo. Na despedida, a serpente ofereceu-lhe alguns
presentes: especiarias, incenso, dentes de elefante, galgos e babuínos.
O conto, intitulado "Tale of the Shipwrecked Sailor", apresentado em forma poesia ou prosa conforme as diferentes edições, é provavelmente o mais antigo poema escrito de que há registos. Datado de 2500 a. C. (data incerta), foi escrito em hierático, escrita de que se serviam os sacerdotes egípcios, como abreviatura dos hieróglifos.
Gilgamesh, a epopeia que vem da Mesoptâmia
O título de primeiro poema do mundo está a ser discutido. Há fontes que dizem que a "Epopeia de Gilgamesh" é o texto literário mais antigo. Este poema épico da antiga Mesopotâmia, composto em doze cantos com cerca de 300 versos cada um, e datado de cerca de 2100 a. C.
Refira-se que Gilgamesh, cuja nome significa "o velho que rejuvenesce", foi rei da Suméria e fundador da antiga cidade de Uruk (que se situava a algumas centenas de quilómetros de Bagdad, capital do Iraque). Diz a lenda que Gilgamesh tinha dois terços de origem divina, visto que era filho da deusa Ninsun e do sacerdote Lugalbanda, tendo-se distinguido entre os demais chefes da cidade da Suméria pela coragem e outros atributos afins.
A primeira versão do poema épico, preservada em placas de argila, com caracteres cuneiformes (em forma de cunha), foi encontra numas ruínas da Mesopotâmia, no séc. XVIII a.C., altura em que foi também decifrada. O poema terá sido posteriormente traduzido em várias línguas, sendo a tradução mais completa e conhecida a que pertencia à biblioteca de Assurbanipal - o último grande rei do Império Assírio.
Na primeira parte do poema, Gilgamesh encontra Enkidu, um selvagem enviado pelos deuses para evitar que o rei continuasse a oprimir o povo de Uruk (que era tido ora como sensato, ora como despótico e dado a extravagâncias). Os dois tornam-se amigos, partem numa viagem, enfretam obstáculos. Enkidu morre mais tarde e Gilgamesh, em sofrimento pela morte do amigo, intenta uma longa e perigosa jornada que o levará, acredita, a descobrir o segredo da vida eterna.
O poema, além de ter sido traduzido em várias línguas, conquistou muitos leitores, sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial, tendo sido adaptado a outros géneros (ficção, literatura infantil, banda desenhada) e formatos.
O conto, intitulado "Tale of the Shipwrecked Sailor", apresentado em forma poesia ou prosa conforme as diferentes edições, é provavelmente o mais antigo poema escrito de que há registos. Datado de 2500 a. C. (data incerta), foi escrito em hierático, escrita de que se serviam os sacerdotes egípcios, como abreviatura dos hieróglifos.
Gilgamesh, a epopeia que vem da Mesoptâmia
O título de primeiro poema do mundo está a ser discutido. Há fontes que dizem que a "Epopeia de Gilgamesh" é o texto literário mais antigo. Este poema épico da antiga Mesopotâmia, composto em doze cantos com cerca de 300 versos cada um, e datado de cerca de 2100 a. C.
Refira-se que Gilgamesh, cuja nome significa "o velho que rejuvenesce", foi rei da Suméria e fundador da antiga cidade de Uruk (que se situava a algumas centenas de quilómetros de Bagdad, capital do Iraque). Diz a lenda que Gilgamesh tinha dois terços de origem divina, visto que era filho da deusa Ninsun e do sacerdote Lugalbanda, tendo-se distinguido entre os demais chefes da cidade da Suméria pela coragem e outros atributos afins.
A primeira versão do poema épico, preservada em placas de argila, com caracteres cuneiformes (em forma de cunha), foi encontra numas ruínas da Mesopotâmia, no séc. XVIII a.C., altura em que foi também decifrada. O poema terá sido posteriormente traduzido em várias línguas, sendo a tradução mais completa e conhecida a que pertencia à biblioteca de Assurbanipal - o último grande rei do Império Assírio.
Na primeira parte do poema, Gilgamesh encontra Enkidu, um selvagem enviado pelos deuses para evitar que o rei continuasse a oprimir o povo de Uruk (que era tido ora como sensato, ora como despótico e dado a extravagâncias). Os dois tornam-se amigos, partem numa viagem, enfretam obstáculos. Enkidu morre mais tarde e Gilgamesh, em sofrimento pela morte do amigo, intenta uma longa e perigosa jornada que o levará, acredita, a descobrir o segredo da vida eterna.
O poema, além de ter sido traduzido em várias línguas, conquistou muitos leitores, sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial, tendo sido adaptado a outros géneros (ficção, literatura infantil, banda desenhada) e formatos.
Dois lindos poemas dedicados à Primavera...
Desperto sempre antes que raie o dia
E escrevo com o sono que perdi.
Depois, neste torpor em que a alma é fria
Aguardo a aurora, que já tantas vi.
E escrevo com o sono que perdi.
Depois, neste torpor em que a alma é fria
Aguardo a aurora, que já tantas vi.
Fito-a sem atenção, cinzento verde
Que se azula de galos a cantar.
Que mau é não dormir? A gente perde
O que a morte nos dá pra começar.
Oh Primavera quietada, aurora,
Ensina ao meu torpor, em que a alma é fria,
O que é que na alma lívida e colora
Com o que vai acontecer no dia.
14-11-1931
Poesias Inéditas (1930-1935). Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1955
Que se azula de galos a cantar.
Que mau é não dormir? A gente perde
O que a morte nos dá pra começar.
Oh Primavera quietada, aurora,
Ensina ao meu torpor, em que a alma é fria,
O que é que na alma lívida e colora
Com o que vai acontecer no dia.
14-11-1931
Poesias Inéditas (1930-1935). Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1955
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro, 7-11-1915
Plataforma Continental (EMEPC)
Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC)
O Mar sem fim é Português… (Fernando Pessoa)
Feliz Dia Mundial da Poesia!
Feliz Dia Mundial da Poesia!
Carvalho mais antigo da Península Ibérica resiste na Póvoa de Lanhoso
O
Carvalho de Calvos, na Póvoa de Lanhoso, classificado de interesse
público, é considerado o mais antigo da Península Ibérica e o segundo
mais velho da Europa.

Com mais de 20 metros de altura e um tronco de quase 10 metros, são precisas várias pessoas para abraçar esta árvore centenária, também conhecida por "Carvalha da Tojeira ou Carvalha da Fundoua, por se encontrar na chamada Quinta da Fundoua".
Antigo presidente de Junta da Freguesia de Calvos, Joaquim Alves já sentou 150 pessoas à sombra do carvalho, em 1984. Desde os tempos da sua juventude, Joaquim Alves habituou-se a ver muita gente procurar aquele lugar para "passar o tempo e namorar. Se aquela árvore falasse muito segredo tinha que contar"....
A ÁRVORE GENEROSA de Shel Silverstein
Este livro é o mais conhecido do escritor e ilustrador
norte-americano Shel Silverstein. O clássico, escrito em 1964, comoveu
gerações com a história de uma árvore e um menino. Com poucas palavras,
Silverstein fala da relação entre o homem e a natureza, onde uma árvore
oferece tudo a um menino, que a deixa de lado ao crescer ao mesmo tempo
que se torna num homem egoísta. Mas para agradar ao menino que ama, a
generosidade desta árvore não tem fim – ainda que isto signifique a sua
própria destruição. Em primeiro plano, uma lição de consciência
ecológica: o homem pequeno, mesquinho, frente à generosidade e à força
da natureza. No entanto, a dinâmica que vemos entre o menino e a árvore
fala também da passagem do tempo e dos valores que são reavaliados com
ela. A árvore ensina, por meio do afecto, uma relação de troca sincera e
desinteressada – essa que o homem parece desaprender com as exigências
da vida adulta
Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial
"A escravidão com base na raça e na religião persiste e está aumentando em muitos países em todo o mundo. A crise histórica dos refugiados serve de pretexto para fomentar preconceitos e a rejeição dos outros. Mais do que nunca, precisamos, redobrar esforços em âmbito mundial para construir as defesas contra o racismo e a intolerância na mente de cada indivíduo e dentro das instituições." Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO.
Leia mensagem completa: http://bit.ly/1PmeU9y
As 16 árvores mais magníficas do mundo
Consideramos que árvores são tão comuns que, às vezes, deixamos de admirar suas belezas. As seguintes árvores são muito bonitas para serem ignoradas...
Uma glicínia de 144 anos no Japão:
Árvores deformadas pelo vento na Nova Zelândia:
O bordo japonês (por: Tom Schwabel):

Uma árvore de faia cheia de musgos nos EUA:
Flores de cerejeira na Alemanha:
Carvalho nos EUA:
Acácia-rubra no Brasil:
A árvore Sangue de Dragão no Iêmen:

Sequoia Gigante, EUA:
Um túnel de bordos nos EUA:
Eucalipto arco-íris em Kauai, Havaí, EUA:
Jacarandás na África do Sul:
Avenida dos carvalhos nos EUA:
Baobás em Madagascar:
Dark Hedges na Irlanda do Norte:

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