junho 12, 2016

Luís de Camões, um símbolo nacional...

Camões  foi um apaixonado insatisfeito e aventureiro, sempre disposto a começar  de novo noutras paragens, com enorme capacidade de adaptação e sem preconceitos raciais. Personificou-nos coletivamente e  identificou-nos  na aventura das descobertas.
Estas são algumas das razões que Maria Vitalina Leal de Matos, especialista em Estudos Camonianos, enumera para  o poeta ser um símbolo nacional.

junho 08, 2016

Lição de Geografia...

08 de Junho de 1940: Inauguração do Portugal dos Pequenitos

Parque dedicado às crianças, situado em Coimbra e fundado a 8 de junho de 1940, tem por tema a arquitetura portuguesa, quer do continente e ilhas quer das ex-colónias portuguesas. Idealizado por Bissaya Barreto e projetado por Cassiano Branco, era constituído inicialmente apenas por réplicas em miniatura de casas regionais e de monumentos da cidade de Coimbra. Algum tempo depois, foram acrescentadas réplicas de monumentos de várias zonas do país e, já em finais da década de 50, monumentos das regiões autónomas da Madeira e dos Açores e monumentos e representações etnográficas dos países africanos de expressão portuguesa, do Brasil, de Macau, de Timor e da Índia. Décadas mais tarde, em 2003, João Paulo Reyez Conceição foi o autor de um novo espaço que acolhe atividades e eventos lúdico-pedagógicos - o Relógio de Sol.

Os bons exemplos são tudo...

"Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. – É a única"
Albert Schweitzer

OCEANOS...

Em 2008, as Nações Unidas decidiram que o dia 8 de Junho passaria a ser designado como o Dia Mundial dos Oceanos. Vários países celebram a data, mostrando a importância dos oceanos no clima e como elemento essencial da biosfera.
A importância dos oceanos para a preservação das espécies e da biosfera é um dos vários factos destacados pelas Nações Unidas, que escolhe todos os anos um tema central para o debate de novas ideias e projectos de preservação e protecção dos oceanos.

Importância dos Oceanos:
Os oceanos ocupam dois terços da superfície da Terra e por meio da interacção com a atmosfera, litosfera e biosfera, têm um papel importante nas condições climatéricas do planeta. Por outro lado, os oceanos não são apenas o habitat de um vasto número de plantas e animais, mas também fornecem comida, energia, oxigénio e múltiplos recursos aos seres humanos.
Os oceanos são ainda o principal regulador térmico do planeta, absorvendo mais de um quarto do dióxido de carbono libertado pelas actividades humanas.

junho 07, 2016

A nossa magnífica Escola em dias finais de ano letivo







07 de Junho de 1848: Nasce o pintor Paul Gauguin.

Paul Gauguin nasceu a 7 de Junho de 1848 na família de um jornalista republicano. Tinha como avó materna Flora Tristan, uma militante operária que reivindicava uma origem peruana e se dizia filha adulterina de Simón Bolívar. O seu pai, obrigado a exilar-se após o golpe de Estado de Luis Napoleão Bonaparte, levou a família a uma estadia de vários anos em Lima. Por força dessa experiência, o pintor cultivaria ao longo da sua existência supostas “origens incas".
Ao aproximar-se dos 30 anos, Gauguin - empregado de uma casa de câmbio e pai de 5 filhos - abandona o trabalho e depois a família para se dedicar plenamente à pintura. Ele chega a participar dos últimos lampejos do impressionismo para em seguida comprometer-se com a arte simbolista e decorativa. Em busca de novas sensações, estabelece-se em 1886 na Bretanha, onde se encontra com outros pintores de vanguarda.
Ao simplificar os seus desenhos e cores e ao abandonar o modelo e a perspectiva, o pintor afasta-se da imitação da natureza. O seu estilo é adoptado pelos jovens artistas da escola de Pont-Aven, entre os quais Emile Bernard e Paul Sérusier, dando origem ao movimento dos ”Nabis”.
Em 1888, após uma viagem aventurosa pela América do Sul, Panamá e Martinica, Gauguin recebe a proposta de Vincent Van Gogh para se juntar a ele em Arles, na casa onde o pintor projectava criar o “Atelier do Meio Dia”. O encontro viria a ser marcado por discussões a ponto de Van Gogh, num momento de desespero, ter cortado a orelha.
De volta a Paris, Gauguin aproveita a venda de algumas telas para organizar a sua viagem ao Taiti.
No Taiti, colonizado pela França, o pintor buscou entre os indígenas maoris novas fontes de inspiração. Porém, a realidade trivial decepciona-o e ele regressa à Europa em Julho de 1893.

07 de Junho de 1494: Assinatura do Tratado de Tordesilhas.

Este tratado foi celebrado entre D. João II, rei de Portugal, e os Reis Católicos, a 7 de junho de 1494, em Tordesilhas, perto de Valladolid, em que se fazia uma divisão do mundo em duas zonas de influência, uma portuguesa, a outra espanhola.A assinatura do tratado é o culminar de um longo processo negocial entre Portugal e Castela pela posse das terras descobertas. Este processo vem já do século XIV, com a disputa pela posse das Canárias, e origina o Tratado de Alcáçovas de 1479. Nele, Portugal renunciava às Canárias, enquanto Castela deixava para Portugal todas as outras ilhas atlânticas e o comércio da costa africana. Em 1480 assina-se o Tratado de Toledo, que confirma o Tratado de Alcáçovas. Mas em 1492 dá-se a chegada de Cristóvão Colombo à América, que origina nova disputa sobre a sua posse. D. João II invoca o Tratado de Alcáçovas e reivindica para Portugal a sua pertença. Os Reis Católicos, que enviaram a expedição, reclamam para o papa Alexandre VI. Sucedem-se as negociações e em 1493 o papa, por bula, marca uma linha divisória que passava por um meridiano situado 100 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde. D. João II não aceita essa divisão. É por isso que se diz que D. João II já teria conhecimento da existência do Brasil.O monarca português propõe negociações aos Reis Católicos e marca-se uma reunião, primeiro para Simancas e depois para Tordesilhas. Nesta reunião os Reis Católicos aceitam que a linha traçada por Alexandre VI passasse num meridiano a 370 léguas para oeste de Cabo Verde e não a 100, passando o mundo a estar dividido em duas zonas de influência: uma de Espanha, as terras conhecidas ou a descobrir a ocidente desse meridiano; outra de Portugal, as que ficassem a oriente. Este tratado, celebrado em 1494, foi depois sancionado pelo papa Júlio II em 1506.

junho 06, 2016

06 de Junho de 1875: Nasce o escritor alemão Thomas Mann, Prémio Nobel da Literatura em 1929.

Escritor de língua alemã, Thomas Mann nasceu em Lübeck, a 6 de Junho de 1875, numa família burguesa opulenta, domiciliada naquela cidade do Schleswig-Holstein. Era irmão do notável escritor Heinrich Mann e pai do historiador Golo Mann.
Os desejos de liberdade plena cedo o levaram a manifestar-se em favor do regime republicano e da democracia, dando provas claras desse seu liberalismo no romance Os Buddenbrook, uma análise psico-realista da burguesia decadente, que publicou em 1901, quando tinha apenas vinte e cinco anos, e que lhe conferiu considerável notoriedade no mundo da literatura. Neste romance aflora já claramente o jogo das antíteses, traço característico das suas análises psicológicas e psicossociais, como burguês e artista, vida e espírito, doença e génio, coletivo e individual, que vieram a tornar-se evidentes nos romances Tristão (1903), Tónio Kröger (1903) e Morte em Veneza (1912).
Tendo sofrido influência da filosofia de Nietzsche (1844-1900) e de Schopenhauer (1788-1860), Thomas Mann revela-se, de modo especial, como romancista de caracteres doentios e decadentes, e passa a ser considerado como mestre do romance psicológico e da novela psicológica.

"Há 86 anos, Fernando Pessoa escrevia a Miguel Torga

"Há 86 anos, Fernando Pessoa escrevia a Miguel Torga
Lisboa, 6 de Junho de 1930.
Meu prezado Camarada:
Muito agradeço o exemplar do seu livro "Rampa". Recebi-o já há alguns dias. Só hoje posso escrever para lho agradecer. Li-o, porém, logo que o recebi.
Li-o e gostei dele. A sua sensibilidade é de tipo igual à do José Régio – é confundida, em si mesma, com a inteligência. O que em si é ainda por aperfeiçoar é o modo de fazer uso dessa sensibilidade. Há que separar mais os dois elementos, que naturalmente a compõem; ou que confundi-los ainda mais. Uma análise instintiva que coloque a sensibilidade desintelectualizada perante a inteligência dessensibilizada, em contraste, diálogo e reparo; ou uma síntese em que desapareçam os traços de haver dois.
Não creio impossível que qualquer, ou ambos, destes processos sejam por si atingidos num futuro próximo da sua consciência de si mesmo.
Intelectualmente – e portanto artisticamente – falando (a arte não é mais que uma manifestação distraída da inteligência), a sensibilidade é o inimigo. Não o inimigo que se nos opõe, como na guerra, mas o inimigo a quem nos opomos, como no amor. Há que vencer, pois, não por esmagamento, mas por sedução ou domínio. Chamar a sensibilidade para dentro da casa da inteligência; ou fazer a inteligência montar casa externa à sensibilidade. Imagens? Como o universo... Mas, em suma, gostei do seu livro, e por ele o felicito.

Com a melhor camaradagem e apreço
Fernando Pessoa"