junho 10, 2013

Poema de Luís de Camões....

Em honra do poeta que hoje nós homenageamos....
 
Verdes são os campos

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
... Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões

Dia 19 de junho....

Feliz Dia de Portugal

junho 09, 2013

Significado do nome Figueira da Foz.

Significado do nome Figueira da Foz.
Figueira da Foz - A origem do nome

A ORIGEM DO NOME da cidade de Figueira da Foz pode procurar-se na lenda que afirma provir de uma figueira que existia no ca...is da Salmanha, onde os pescadores amarravam os barcos. Segundo Nelson Correia Borges, o nome resulta da sobreposição de várias palavras com o mesmo significado. Ou seja, figueira seria «fagaria» (abertura, boqueirão), foz deriva do latim «fauces» (embocadura) e Mondego compõe-se do pré-romano «moud» (boca) e «aec» (rio). Ao pronunciar-se Figueira da Foz do Mondego repete-se, assim, «boca da boca da boca do rio».

fonte: http://www.prof2000.pt/users/secjeste/mondego/Pg001250.htm

Um génio com uma frase tão linda....

Nós somos feitos de poeira de estrelas.

Carl Sagan

____________________arte de Chakvetadze Nino

Poema de Eugénio de Andrade...

Na noite inclinada
de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha. 
Eugénio de Andrade/Alejandra Karageorgiu
Na noite inclinada
de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.
Eugénio de Andrade/Alejandra Karageorgiu

Óbidos - «Vila Literária» com mais de cem mil livros à venda....


Óbidos - «Vila Literária» com mais de cem mil livros à venda

Óbidos realiza, a partir de 13 de Junho, a I Feira do Livro e apresenta-se como «Vila Literária», colocando à venda mais de cem mil livros. A localidade, que nos últimos anos recebeu várias livrarias, aposta no turismo cultural, apoiado numa oferta diversificada e contrária à «voracidade do mercado».


«A ideia é reforçar a ideia de Óbidos como pólo cultural, mas, além da feira, Óbidos passa a ter uma rede de livrarias, em vários espaços municipais, desafiando os comerciantes locais a instalar livrarias», disse o presidente da câmara, Telmo Faria.

«Esta é a ideia de construir uma Vila Literária com todos, de uma forma muito aberta», frisou.

O primeiro passo foi dado com a reconversão da igreja de Santiago, junto ao Castelo, em livraria, à qual se juntam outras instaladas em espaços como uma galeria de arte, o mercado municipal ou o museu.

A recuperação da igreja de Santiago orçou em 300 mil euros, dos quais 85% foram suportados por fundos comunitários, disse o autarca.

Esta livraria será gerida pela Sociedade Vila Literária de Óbidos, que organiza também a Feira do Livro.

Telmo Faria afirmou que a Feira é sazonal, começando quando termina a de Lisboa, mas «as livrarias manter-se-ão todo o ano e por muitos, assim esperamos», acrescentou.

A I Feira do Livro de Óbidos decorrerá de 13 a 16 de Junho, reabrindo do dia 20 ao dia 23, e de 27 a 30 de Junho, sempre das 10h00 às 22h00, excepto aos domingos, que estará aberta apenas até às 20h00.

«As diferentes livrarias organizaram-se por áreas temáticas, havendo também umas mais generalistas», disse.

A ideia subjacente a este projecto, explicou o autarca, é «tornar Óbidos um banco editorial onde se possa encontrar qualquer título em língua portuguesa», o que não afasta, até por razões turísticas a existência de livros em outras línguas.

Óbidos quer assim tornar-se «o sítio onde se encontram livros que, pela voracidade do mercado, faz tirar muito depressa os títulos dos escaparates dos grandes centros».

«A ideia é haver uma terra em Portugal onde se concentrem todos os livros editados», realçou Telmo Faria.

Referindo-se ao percurso da Feira do Livro da Vila Literária de Óbidos, o autarca afirmou que começa na livraria de Santiago, passa pela Galeria do Pelourinho, pelo Chocolate Lounge, Praça de Sta. Maria, Museu Municipal, Museu Abílio, Galeria Ogiva e Mercado Biológico.

O percurso inclui ainda o Centro de Design de Interiores e o Espaço para Promoção da Inovação e Criatividade.

Como desenhar árvores...em Inglês....

Sabe desenhar árvores?

Gosta de árvores?

Aprenda aqui...em Inglês....

http://www.youtube.com/watch?v=7XHyuqSVahA



Homenagem de Mia Couto a Nelson Mandela...

NELSON MANDELA

Sentidas, justas e merecedoras palavras de Mia Couto, referindo-se ao grande Homem, Lutador e Estadista Nelson Mandela:

«Deixem-me falar de Mandela. Este homem que agora está doente e cansado viveu encarcerado durante vinte e sete anos. Vinte e sete anos é mais do que o tempo de vida da maior parte dos presentes nesta sala.vinte e sete anos de prisão é tempo suficiente para criar raiva,m ódio e insuperáveis ressentimentos. Contudo este homem converteu esse potencial negativo em força construtiva e reonciliadora (...) em vez de se vitimizar e procurar vingança, nos deu uma eterna lição da crença nos outros.»

Mia Couto

junho 07, 2013

Morre Lentamente de Pablo Neruda...


Morre Lentamente

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não
ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
... Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Neruda, Pablo (1904-1973), pseudónimo, de Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto, poeta chileno

Poema de Fernando Pessoa

«Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.»
«Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.»
 
Fernando Pessoa