fevereiro 22, 2016

FERNANDO PESSOA

'DORMIR A SORRIR E SEJA ISTO O FIM.' ATÉ AMANHÃ, AMIGOS!

FERNANDO PESSOA, in CARTAS DE FERNANDO PESSOA A ARMANDO CÔRTES-RODRIGUES (Confluência, 1944; Livros Horizonte, 1983)
COMO A NOITE É LONGA!
Como a noite é longa!
Toda a noite é assim...
Senta-te, ama, perto
Do leito onde esperto.
Vem pr'ao pé de mim...
Amei tanta coisa...
Hoje nada existe.
Aqui ao pé da cama
Canta-me, minha ama,
Uma canção triste.
Era uma princesa
Que amou... Já não sei...
Como estou esquecido!
Canta-me ao ouvido
E adormecerei...
Que é feito de tudo?
Que fiz eu de mim?
Deixa-me dormir,
Dormir a sorrir
E seja isto o fim.
(4-11-1914)

Dia Internacional da Língua Materna celebra educação de qualidade

Data foi criada pela Unesco em 1999 e é celebrada em 21 de fevereiro; o tema deste ano enfatiza a importância do idioma materno nos primeiros anos escolares da criança.
O Dia Internacional da Língua Materna é comemorado este domingo, 21 de fevereiro. A data foi criada durante a Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, em novembro de 1999.
O tema deste ano envolve qualidade de educação e está em sintonia com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4, que trata especificamente desse assunto na Agenda 2030.
Importância
A questão enfatiza a importância do uso apropriado da linguagem para instruir as crianças nos seus primeiros anos de estudo. Geralmente, o idioma utilizado é o materno.
Segundo a Unesco, ele facilita o acesso à educação para populações que falam línguas e dialetos de minorias e indígenas, especialmente meninas e mulheres.
Além disso, o uso do idioma materno eleva a qualidade da educação e do aprendizado ao dar ênfase à compreensão e à criatividade em vez da memorização.
Preservação e Proteção
Há quase uma década, a Assembleia Geral da ONU aprovou resolução pedindo aos Estados-membros que "promovessem a preservação e proteção de todas as línguas faladas no mundo inteiro".
Nesta mesma resolução, 2008 foi proclamado o "Ano Internacional dos Idiomas" com o objetivo de promover "união na diversidade e compreensão global através do multilinguismo e multiculturalismo".
A Unesco afirma que "os idiomas representam os instrumentos mais fortes na preservação e no desenvolvimento da herança cultural tangível e intangível.
Para a agência da ONU, "todas as ações feitas para disseminar os idiomas maternos vão servir não apenas para encorajar a diversidade e a educação multilinguística, mas também propagar as tradições culturais através do mundo".
A meta é "inspirar solidariedade tendo como base a compreensão, a tolerância e o diálogo".

Dia Internacional da Língua Materna


No dia 21 de fevereiro, comemoramos o Dia Internacional da Língua Materna. A data foi instituída pela UNESCO em 1999 e visa promover a diversidade cultural linguística e a reflexão sobre a preservação das tradições linguísticas e culturais.
Compreender as mudanças na fala e na escrita, ocorridas naturalmente ou por causa de leis, é sentir de perto o idioma em movimento.
Veja mais sobre o tema em: http://abr.ai/1UaRECe

fevereiro 21, 2016

Umberto Eco

«Depois da queda do Muro de Berlim, a geografia política da Europa e da Ásia mudou radicalmente, tornando-se claro que estávamos a andar para trás. Os editores de atlas viram-se forçados a [...] inspirar-se nos velhos modelos anteriores a 1914, com a sua Sérvia, o seu Montenegro, os seus Estados Bálticos e assim por diante.
Mas a história da nossa involução não fica por aqui, e este início do terceiro milénio tem sido pródigo em passos de caranguejo.
Vejamos alguns exemplos: após cinquenta anos de Guerra Fria, o Afeganistão e o Iraque abriram as portas ao regresso triunfal da guerra combatida, ou guerra quente, com o reaparecimento dos memoráveis ataques dos «astutos afegãos» do século XIX no Passo Khaibar.
Com o choque entre o islão e o cristianismo, assistimos também ao aparecimento de uma nova temporada das Cruzadas, [...]. Reemergiram os fundamentalismos cristãos que julgávamos existirem apenas nas crónicas do século XIX, com o retomar da polémica antidarwiniana, e ressurgiu (ainda que na forma demográfica e económica) o fantasma do Perigo Amarelo.»

Umberto Eco (2012). A Passo de Caranguejo. Gradiva.

fevereiro 20, 2016

Ler é cool


Ler é cool
A Porto Editora e a Coolbooks, em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares e a Escola Virtual, lançam um desafio às escolas, para incentivar os alunos a ler e estimular a leitura em suporte digital.
Para as escolas participarem, o professor bibliotecário deve registar no sítio do concurso os dispositivos móveis que a biblioteca escolar possui, descarregar os ebooks e divulgar a iniciativa pelos alunos dos 2.º e 3.º ciclos. 
No 2.º ciclo, os alunos, após a leitura, devem preencher um questionário em torno da obra selecionada. No 3.º ciclo, são desafiados a escrever um conto inspirado na coleção Criptocontos.
Calendarização:
Fase 1
 
 Até 26 de fevereiro de 2016
Inscrição das Bibliotecas Escolares e disponibilização das obras que integram a iniciativa.
Fase 2
 
 A partir de 29 de fevereiro de 2016
Leitura das obras (sendo este processo acompanhado pela biblioteca escolar).
Fase 3
 
 De 14 de março a 6 de maio
Abertura da plataforma para a vertente competitiva.
Haverá lembranças para todos os participantes e prémios para alunos e escolas vencedoras.
O regulamento encontra-se em anexo e toda a informação pode ser consultada na página da iniciativa.
Neste momento, já temos 3 alunas do 7º ano inscritas....

Antonie de Saint-Exupéry


Trecho do livro: O Pequeno Príncipe
Autor: Antonie de Saint-Exupéry


"É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio."

Rómulo de Carvalho



Rómulo de Carvalho morreu num dia 19 de Fevereiro no ano de 1997.
Rómulo de Carvalho viveu 90 anos.
O poeta, António Gedeão, viveu 34 anos.
"Diz a minha mãe que eu comecei a fazer versos aos 5 anos e aos 10 tive a comoção de ver os primeiros impressos e públicos.
Escrever poemas foi sempre para mim um estado de angústia, um sofrimento autêntico. Amorteci todo esse sofrimento durante anos até ao dia em que por motivos dolorosos me desfiz dele por completo na ingénua presunção de que me atrapalhava. Sobre isso passaram vinte anos.
Após eles... tive trágica conversa comigo mesmo, a sós, e resolvi nascer de novo."

Carta a Jorge de Sena, de 29-12-1963

"Poema da Eterna Presença"
Estou, nesta noite cálida, deliciadamente estendido sobre a relva,
de olhos postos no céu, e reparo, com alegria,
que as dimensões do infinito não me perturbam.
(O infinito!
Essa incomensurável distância de meio metro
que vai desde o meu cérebro aos dedos com que escrevo!)
O que me perturba é que o todo possa caber na parte,
que o tridimensional caiba no dimensional, e não o esgote.
O que me perturba é que tudo caiba dentro de mim,
de mim, pobre de mim, que sou parte do todo.
E em mim continuaria a caber se me cortassem braços e pernas
porque eu não sou braço nem sou perna.
Se eu tivesse a memória das pedras
que logo entram em queda assim que se largam no espaço
sem que nunca nenhuma se tivesse esquecido de cair;
se eu tivesse a memória da luz
que mal começa, na sua origem, logo se propaga,
sem que nenhuma se esquecesse de propagar;
os meus olhos reviveriam os dinossáurios que caminharam sobre a Terra,
os meus ouvidos lembrar-se-iam dos rugidos dos oceanos que engoliram
continentes,
a minha pele lembrar-se-ia da temperatura das geleiras que galgaram sobre a
Terra.
Mas não esqueci tudo.
Guardei a memória da treva, do medo espavorido
do homem da caverna
que me fazia gritar quando era menino e me apagavam a luz;
guardei a memória da fome;
da fome de todos os bichos de todas as eras,
que me fez estender os lábios sôfregos para mamar quando cheguei ao mundo;
guardei a memória do amor,
dessa segunda fome de todos os bichos de todas as eras,
que me fez desejar a mulher do próximo e do distante;
guardei a memória do infinito,
daquele tempo sem tempo, origem de todos os tempos,
em que assisti, disperso, fragmentado, pulverizado,
à formação do Universo.
Tudo se passou defronte de partes de mim.
E aqui estou eu feito carne para o demonstrar,
porque os átomos da minha carne não foram fabricados de propósito para mim.
Já cá estavam.
Estão.
E estarão.

ANTÓNIO GEDEÃO

A fotografia é de Eduardo Gageiro

Em honra de Umberto Eco

Na hora de recordar um grande  escritor, filósofo, semiólogo e bibliófilo italiano de fama internacional não posso esquecer A Biblioteca, livro com uma crítica às bibliotecas, que partiu de uma conferência dada no dia 10 de março de 1981, data de comemoração dos vinte e cinco anos de atividade da Biblioteca Municipal de Milão.

... Um dos mal-entendidos que dominam a noção de biblioteca é o facto de se pensar que se vai à biblioteca pedir um livro cujo título se conhece. Na verdade acontece muitas vezes ir-se à biblioteca porque se quer um livro cujo título se conhece, mas a principal função da biblioteca, pelo menos a função da biblioteca da minha casa ou da de qualquer amigo que possamos ir visitar, é de descobrir livros de cuja existência não se suspeitava e que, todavia, se revelam extremamente importantes para nós.

... A função ideal de uma biblioteca é de ser um pouco como a loja de um alfarrabista, algo onde se podem fazer verdadeiros achados e esta função só pode ser permitida por meio do livre acesso aos corredores das estantes.

... Se a biblioteca é, como pretende Borges, um modelo do Universo, tentemos transformá-la num universo à medida do homem e, volto a recordar, à medida do homem quer também dizer alegre, com a possibilidade de se tomar um café, com a possibilidade de dois estudantes numa tarde se sentarem numa maple e, não digo de se entregarem a um amplexo indecente, mas de consumarem parte do seu flirt na biblioteca, enquanto retiram ou voltam a pôr nas estantes alguns livros de interesse científico, isto é, uma biblioteca onde apeteça ir e que se vá transformando gradualmente numa grande máquina de tempos livres...».
Umberto Eco, A Biblioteca (1998)

fevereiro 19, 2016

Saint Valentine’s Day



 Saint Valentine’s Day
  School year 2015/2016
       Awards
3D
1st place- Guilherme Figueiredo do 6º B, Gonçalo Barraca do 5º C
e Gabriela Crispim do 5º C
2nd place- Vasco Cadima do 6º B e Sara Neves do 6º B       
3rd place- Diogo Duarte do 6º B e Matilde Marques do 6º B      
   Cards
1st place- Ana Silva do 5º C, Carolina Barbas do 5º D e Bernardo Martins do 5º D
2nd place- Matilde Dinis do 5º D, Sofia Teixeira do 5º D e Matilde Marques do 6º B
3rd place- Carolina Matos do 6º B, André Martins do 5º D e Daniela Melo do 5º B
   Posters
1st place- Francisca Pereira do 6º B
2nd place- Maria Inês Luís do 6º B
3rd place- Bernardo Carrilho do 6º B

The Librarian
Maria Ivone Saraiva
March, 2016

Comemorações em 2016

Em 2016 comemorar-se-ão:

- os 50 anos da Ponte 25 de Abril 
- os 75 anos da Liga Portuguesa Contra o Cancro
- os 100 anos da Força Aérea Portuguesa
- os 100 anos do nascimento de Mário Dionísio
- os 100 anos do nascimento do escritor Virgílio Ferreira
- os 100 anos da morte do escritor Mário de Sá Carneiro
- os 100 anos do Museu Grão Vasco em Viseu
- os 150 anos do nascimento do compositor Erik Satie
- os 150 anos do nascimento do Presidente da República António José de Almeida
- os 350 anos da descoberta da lei de gravidade pelo físico Isaac Newton
- os 400 anos da morte do escritor Miguel Cervantes
- os 400 anos da morte do escritor William Shakespeare
- os 450 anos do livro "Petri Nonii Salacioencis Opera" de Pedro Nunes
- os 500 anos do "Cancioneiro Geral" de Garcia de Resende
- os 500 anos da chegada dos Portugueses à Cochinchina (Vietnam)
- os 500 anos da morte do pintor Hieronymus Bosch
- os 800 anos da Ordem dos Dominicanos
- os 900 anos do Foral de Évora