março 21, 2016

Torre do Tombo: a Casa de milhões de documentos


Apresenta-se o trabalho desenvolvido na Torre do Tombo. Ao  longo do tempo, e na senda do futuro, as gerações de arquivistas têm servido o público tanto pelo tratamento efetuado como pela produção de instrumentos de descrição para a sua boa recuperação. Neles se podem reconstituir os procedimentos do tratamento arquivístico utilizados, sempre determinados na sua modernização, hoje, tão facilitada pelas aplicações informáticas.
Nesta interação, avança-se no conhecimento da história da Torre do Tombo, documenta-se o crescimento do seu acervo, e dá-se resposta aos desafios que lhe são colocados.
Ver em:
http://blogue.rbe.mec.pt/torre-do-tombo-a-casa-de-milhoes-de-1931042

Síndrome de Down

1 h ·
http://literaturainfantil.com.br/…/dia-internacional-da-si…/

Dia do Contador de Histórias...

Poema de Jorge de Sena


Nasceu-te um filho. Não conhecerás,
jamais, a extrema solidão da vida.
Se a não chegaste a conhecer, se a vida
ta não mostrou - já não conhecerás
a dor terrível de a saber escondida
até no puro amor. E esquecerás,
se alguma vez adivinhaste a paz
traiçoeira de estar só, a pressentida,
leve e distante imagem que ilumina
uma paisagem mais distante ainda.
Já nenhum astro te será fatal.
E quando a Sorte julgue que domina,
ou mesmo a Morte, se a alegria finda
- ri-te de ambas, que um filho é imortal.

Jorge de Sena

Poema de Cecília Meireles


Cecília Meireles


Criança

Cabecinha boa de menino triste,
de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste,
Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...
Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.
Cabecinha boa de menino santo
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto.
Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria

Sophia de Mello Breyner Andresen

Sophia de Mello Breyner Andresen


As rosas

Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.

Poema de Cecília Meireles



Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...
Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

Cecília Meireles

O mês de maio....

Alberto Caeiro, "Quando vier a Primavera"...

 Ver e ouvir em:

https://www.youtube.com/watch?v=9S2LwXFGZvM&utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=Postcron.com





março 19, 2016

Poema de Miguel Torga

ESPERANÇA

Espremo o sol num poema, e bebo o sumo.
Pode muito esta humana fantasia!
Navegava a direito no meu rumo,
Quando nisto,
A monção
Desvia-me as velas da ilusão
E atola-me num mar de calmaria!

Mas resisto,
Embebedo-me assim na solidão,
E aguardo que renasça a ventania...

(Coimbra, 18 de Março de 1953)
Miguel Torga
Diário VI

(Sete Cidades- Açores)