agosto 12, 2015
Poema de António Gedeão/ Rómulo de Carvalho...
Pensar em ti é coisa delicada.
É um diluir de tinta espessa e farta
e o passá-la em finíssima aguada
com um pincel de marta.
É um diluir de tinta espessa e farta
e o passá-la em finíssima aguada
com um pincel de marta.
(...)
Penso em ti com tamanha ternura
como se fosses vidro ou película de loiça
que apenas como o pensar te pudesses partir.
António Gedeão
Penso em ti com tamanha ternura
como se fosses vidro ou película de loiça
que apenas como o pensar te pudesses partir.
António Gedeão
agosto 11, 2015
Comunicar sem palavras...

Há momentos e situações em que o olhar comunica mais que as palavras, isso também é intimidade. Creio que sou capaz de dizer muitas cosas sem falar, é o outro que também tem de compreender e de saber interpretar. Quando se estabelece essa relação de intimidade e de amizade, não é necessário falar. (...) Frequentemente é melhor não o fazer porque as palavras estão muito gastas.
António Lobo Antunes
Poema de DAVID MOURÃO-FERREIRA
DAVID MOURÃO-FERREIRA, in OBRA POÉTICA 1948-1988 (Ed. Presença, 2ª ed. 1996)
E POR VEZES...
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos e por vezes
E POR VEZES...
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos e por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos
A 11 de agosto de 1897, nasce a escritora britânica Enid Blyton,criadora das aventuras dos Cinco e dos Sete.
Escritora
inglesa nascida a 11 de agosto de 1897, em Londres, e falecida a 28 de novembro de 1968, em Hampstead. Com apenas alguns meses de vida, a sua família deixou Londres e mudou-se para uma zona rural de Kent.
Enid teve no seu pai uma forte influência, já que este se dedicava a diversas artes, como a pintura, a escrita e a fotografia. Em criança era uma grande apreciadora da leitura, embora isso desagradasse à mãe.
Já com os pais separados, Enid foi estudar
para um colégio privado, onde desenvolveu o seu gosto pela escrita. Aos 20 anos, publicou pela primeira vez um poema seu, intitulado Have You?, que apareceu na revista Nash's Magazine. Em 1922, Enyd Blyton publicou o primeiro dos seus livros, uma coletânea de poemas chamada Child Whispers. Entretanto, tornou-se professora e, a partir
de 1929 e até 1945, teve uma página semanal numa revista de professores dedicada a crianças.
para um colégio privado, onde desenvolveu o seu gosto pela escrita. Aos 20 anos, publicou pela primeira vez um poema seu, intitulado Have You?, que apareceu na revista Nash's Magazine. Em 1922, Enyd Blyton publicou o primeiro dos seus livros, uma coletânea de poemas chamada Child Whispers. Entretanto, tornou-se professora e, a partir
de 1929 e até 1945, teve uma página semanal numa revista de professores dedicada a crianças.
Em 1938, editou o seu primeiro livro de aventuras com crianças por protagonistas:
The Secret Island. Quatro anos mais tarde, em 1942, criou a série "The Famous Five" ("Os Cinco"), que tinha por protagonistas três irmãos (Julian, Dick e Anna) e uma prima, Georgina, uma maria-rapaz que gostava de ser tratada por George. O quinto elemento do grupo era um cão chamado Timmy. Em Portugal
os heróis chamavam-se Júlio, David, Ana e a Zé e o cão Tim.
os heróis chamavam-se Júlio, David, Ana e a Zé e o cão Tim.
Até 1963, à cadência de um por ano, Enid Blyton, escreveu 21 livros de "Os Cinco", que foram todos editados em Portugal. O primeiro chamava-se Five on a Treasure Island (Os Cinco na Ilha do Tesouro), mas houve outros como Five on Kirrin Island (Os Cinco Voltam à Ilha), Five Go to Smuggler's Top (Os Cinco e os Contrabandistas), Os Cinco e o Comboio Fantasma, Os Cinco na Casa
do Mocho, Os Cinco no Lago Negro, Five on the Demon's Rock (Os Cinco na Torre do Farol) e Os Cinco e a Torre do Sábio. As histórias de "Os Cinco" deram origem a duas séries de televisão, uma em 1957 e outra em 1995.
do Mocho, Os Cinco no Lago Negro, Five on the Demon's Rock (Os Cinco na Torre do Farol) e Os Cinco e a Torre do Sábio. As histórias de "Os Cinco" deram origem a duas séries de televisão, uma em 1957 e outra em 1995.
Em 1949 Enid Blyton publicou Noddy Goes to Toyland, criando uma personagem que ainda hoje em dia é muito apreciada pelas crianças, nomeadamente através de séries de televisão difundidas em todo o mundo, um filme, banda desenhada e jogos.
Um ano mais tarde, lançou a série "Os Sete", também muito popular, mas não tanto quanto "Os Cinco".
Morreu
vítima da doença de Alzheimer, depois de ter escrito mais de 600 livros.
As suas obras foram traduzidas para cerca de 70 línguas, tendo vendido mais de 60 milhões de exemplares em todo o mundo.
Enid
Blyton. In Infopédia [Em
linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.

A 11 de agosto de 1578, morre o cosmógrafo e matemático português Pedro Nunes
Cosmógrafo e matemático português, nasceu em 1502, em Alcácer do Sal, e morreu a 11 de Agosto de 1578, em Coimbra. A
infância de Pedro Nunes é pouco conhecida. Estudou na Universidade de
Salamanca talvez de 1521 a 1522, e na Universidade de Lisboa onde
obteve a graduação em medicina .
No século
XVI a
Medicina recorria à Astrologia,
vindo assim a dominar as disciplinas de Astronomia e Matemática.
Posteriormente prosseguiu os seus estudos de Medicina, mas também leccionou
várias disciplinas na Universidade de Lisboa, incluindo Moral, Filosofia, Lógica e Metafísica.
Quando, em 1537, a universidade retornou para Coimbra, ele transferiu-se para a
refundada Universidade de Coimbra para leccionar Matemática, cargo que manteve
até 1562. À época, esta era uma disciplina nova naquela instituição, tendo sido
criada com o intuito de fornecer as instruções
técnicas necessárias para
a navegação,
que se tornara um tópico vital no país, à época. A Matemática tornou-se uma
disciplina independente em 1544.
técnicas necessárias para
a navegação,
que se tornara um tópico vital no país, à época. A Matemática tornou-se uma
disciplina independente em 1544.
Além de se dedicar ao ensino,
foi nomeado Cosmógrafo Real em 1529 e tornou-se o primeiro Cosmógrafo-mor do
Reino em 1547, cargo que exerceu até seu falecimento.
Em 1531, João III de
Portugal encarregou-o da educação dos seus irmãos mais novos
, Luís e Henrique.
Anos depois, foi também responsável pela educação do neto do rei (e futuro
rei), Sebastião.
, Luís e Henrique.
Anos depois, foi também responsável pela educação do neto do rei (e futuro
rei), Sebastião.
É possível que durante a sua
estadia em Coimbra, Christopher Clavius tenha assistido às aulas de Pedro Nunes,
sendo assim influenciado pelo seu trabalho
.
.
A mais original das suas obras intitula-se De Crepusculis (1542), onde descreve a sua invenção conhecida como nónio. Este invento é uma pequena régua que desliza ao longo de outra e permite avaliar fracções da menor divisão desta última. O nónio circular é uma pequena peça circular que desliza ao longo da circunferência de um círculo graduado e cuja construção e uso são análogos ao do nónio retilíneo. Inventou também as linhas de rumo
mais tarde designadas loxodromias. A obra científica de Pedro Nunes coloca-o entre os maiores matemáticos do seu século.
mais tarde designadas loxodromias. A obra científica de Pedro Nunes coloca-o entre os maiores matemáticos do seu século.
Fontes: Pedro Nunes. In
Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia
(Imagens)
Sabe onde nasceu o Marquês de Pombal?
O Palácio ainda hoje existe na Rua do Século, nº89/93, Bairro Alto em Lisboa.
agosto 10, 2015
10 de Agosto de 1912: Nasce o escritor brasileiro Jorge Amado, autor de "Gabriela Cravo e Canela", "Dona Flor e seus Dois Maridos"
Jorge Amado
nasceu a 10 de Agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de
Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do
fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.
Com um ano de
idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos
secundários no Colégio António Vieira e no Ginásio Ipiranga, em
Salvador. Neste período, começou a trabalhar em
jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.
jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.
Publicou o seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance, Cacau.
Formou-se pela
Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935. Militante
comunista, foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai entre 1941
e 1942, período em que fez longa viagem pela América Latina. Ao voltar,
em 1944, separou-se de Matilde Garcia Rosa.
Em 1945, foi
eleito membro da Assembleia Nacional Constituinte, na legenda do Partido
Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado
do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em
vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Nesse
mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.
Em 1947, ano do
nascimento de João Jorge, primeiro filho do casal, o PCB foi foi
declarado ilegal e os seus membros perseguidos e presos. Jorge Amado
teve que se exilar com a família em França, onde ficou até 1950, quando
foi expulso. Entre 1950 e 1952, viveu em Praga, onde nasceu a sua filha
Paloma.
De volta ao
Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no
entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir
de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, a 6 de Abril de 1961,
para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem
por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis.
de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, a 6 de Abril de 1961,
para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem
por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis.
A obra
literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema,
teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba em várias
partes do Brasil. Os seus livros foram traduzidos para 49 idiomas,
existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro.
Jorge Amado
morreu em Salvador, no dia 6 de Agosto de 2001. Foi cremado conforme o
seu desejo, e as cinzas foram enterradas no jardim da sua residência na
Rua Alagoinhas, no dia em que completaria 89 anos.
A obra de Jorge
Amado mereceu diversos prémios nacionais e internacionais, entre os
quais destacam-se: Estaline da Paz (União Soviética, 1951), Latinidade
(França, 1971), Nonino (Itália, 1982), Dimitrov (Bulgária, 1989), Pablo
Neruda (Rússia, 1989), Etruria de Literatura (Itália, 1989), Cino Del
Duca (França, 1990), Mediterrâneo (Itália, 1990), Vitaliano Brancatti
(Itália, 1995), Luis de Camões (Brasil, Portugal
, 1995), Jabuti (Brasil, 1959, 1995) e Ministério da Cultura (Brasil, 1997).
, 1995), Jabuti (Brasil, 1959, 1995) e Ministério da Cultura (Brasil, 1997).
Recebeu títulos
de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Venezuela, França,
Espanha, Portugal, Chile e Argentina; além de ter sido feito Doutor
Honoris Causa em 10 universidades, no Brasil, na Itália, na França, em
Portugal e em Israel. O título de Doutor pela Sorbonne, na França, foi o
último que recebeu pessoalmente, em 1998, na sua última viagem a Paris,
quando já estava doente.Jorge Amado orgulhava-se do título de Obá,
posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.
Fonte: Fundação Casa Jorge Amado

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