janeiro 05, 2018

Sobre o Recomeço...das aulas...


Não importa aonde você parou…
Em que momento da vida você cansou…
O que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma chance a si mesmo…
É renovar as esperanças na vida e o mais importante…
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado…
Chorou muito?
Foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque você fechou as portas até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da sua melhora…
Pois é…
Agora é hora de reiniciar…
De pensar na luz…
De encontrar prazer nas coisas mais simples de novo…
Que tal um novo emprego?
Um corte de cabelo arrojado…
Diferente?
Um novo curso…
Ou aquele velho desejo de aprender a pintar…
Desenhar…
Dominar o computador…
Ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus, o esperando.
Está se sentindo sozinho?
Besteira…
Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”…
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza…
Nem nós mesmos nos suportamos…
Ficamos horríveis…
O mal humor vai comendo nosso fígado…
Até a boca fica amarga!
Recomeçar…
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto…
Sonhe alto…
Queira o melhor do melhor…
Queira coisas boas para a vida…
Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos…
Se pensamos pequeno…
Coisas pequenas teremos…
Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é o hoje o dia da faxina mental…
Joga fora tudo que te prende ao passado…
Ao mundinho de coisas tristes…
Fotos…
Peças de roupa, papel de bala…
Ingressos de cinema, bilhete de viagens…
E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados…
Jogue tudo fora…
Mas, principalmente, esvazie seu coração…
Fique pronto para a vida…
Para um novo amor…
Lembre-se: somos apaixonáveis…
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…
Afinal de contas…
Nós somos o “Amor”.
“Sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura”.

Carlos Drummond de Andrade

2018 é o Ano Europeu do Património. Um “alerta" e uma "chamada à participação"


Guilherme d’Oliveira Martins, comissário nacional do Ano Europeu do Património 2018, apela à mobilização. Não basta conhecer o património. É preciso vivê-lo e preservá-lo.
É preciso acabar com uma ideia “estática e passadista” do património, diz Guilherme d’Oliveira Martins. Em entrevista à Renascença, o coordenador nacional do Ano Europeu do Património, que se assinala em 2018, apela às escolas e sociedade civil para se envolverem no conhecimento da herança material e imaterial.

Às escolas pede-se que adoptem um monumento, está em preparação uma aplicação digital para ajudar. Às associações, o comissário pede que mobilizem a sociedade civil. A ordem é saber preservar o legado de séculos para o poder passar às futuras gerações.
Este Ano Europeu do Património vai obrigar a olhar para o património de uma forma abrangente. Não estamos a falar apenas de monumentos?
Essa é a preocupação fundamental que existiu quando a União Europeia decidiu este ano temático. O objectivo foi, primeiro, tirar da cabeça das pessoas uma ideia estática e passadista de património. O património é o património construído e não o podemos deixar ao abandono, mas é também o património imaterial, são as tradições, aspectos ligados à língua e vivência cultural, como o fado, o cante alentejano e, recentemente, as imagens de Estremoz.
A ideia é irmos também ao imaterial como as paisagens, cada vez mais importantes. E temos também a ligação à criação contemporânea. Os contemporâneos têm aqui um papel importante no equilibro entre aquilo que criam e aquilo que herdamos. Nada melhor para evocar a força e importância do património do que recordámos a parábola dos talentos. Aquele que enterrou o seu talento, perdeu-o. Se nós enterramos, esquecemos e formos indiferentes ao património, estaremos a perder e muito.
É importante este Ano Europeu do Património servir de alerta à sociedade civil para estimar o seu legado, a herança patrimonial?
Exactamente. É um ano de alerta e de chamada à participação. Pela primeira vez, há uma iniciativa em que há um portal europeu onde se fará o registo das iniciativas. Não há nenhuma escolha prévia. Caberá aos promotores e ao público fazer as melhores escolhas. Depois, há um cuidado muito especial com os bens que temos a nosso cargo. Diria que estamos perante a necessidade de um culto do património cultural. Significa que temos que enriquecer aquilo que recebemos, mas temos também de ter muito cuidado.

"Desejo que o livro seja tão natural como o telemóvel"

João Pinto Coelho é uma das personalidade de 2017 escolhida pela TSF para revelar quem se destacou e o que espera para 2018.
O escritor que este ano foi o vencedor do Prémio Leya com o romance "Os Loucos da Rua Mazur" destaca como personalidade de 2017, na área da literatura, Ana Margarida de Carvalho. "2017 foi um ano extraordinário para esta autora porque além de ter lançado o seu primeiro livro de não ficção, que foi o Julgamentos que Mudaram a História, lançou também o seu primeiro livro de contos, Pequenos Delírios Domésticos e acabou ainda por ver reforçada a consagração do seu talento, que é enorme, ao vencer através do seu romance Não se Pode Morar nos Olhos de um Gato, o Prémio Literário Manuel de Boaventura e, mais recentemente, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, que já havia distinguido o seu romance de estreia. 2017 acabou por ser o ano de afirmação definitiva de uma pessoa que considero uma das vozes literárias mais importantes da lusofonia."

Poema de Miguel Torga

Miguel Torga
O poema:
Chuva
Chove uma grossa chuva inesperada
que a tarde não pediu mas agradece.
Chove na rua, já de si molhada
duma vida que é chuva e não parece.
Chove, grossa e constante,
uma paz que há-de ser.
Uma gota invisível e distante
na janela, a escorrer.

Dia de Reis Magos... e o pintor Giotto...

O cometa Halley e a Natividade
“E eis que a estrela que tinham visto no céu surgir ia à frente deles, até que parou sobre o local onde estava o menino”, o Presépio.

Giotto foi um pintor e arquitecto italiano famoso na sua época, cantado pelos poetas Boccaccio, Sacchetti e Dante Alighieri na sua “Divina Comédia”. Diz-se que Miguel Ângelo estudou os seus frescos na Capela de Peruzzi. Os frescos na Capela de Scrovegni (1304 a 1306), em Arena, Pádua, marcam o proto-renascentismo, muito em particular o da “A Adoração dos Magos”, na introdução das roupas onduladas, sombreados, emoções nas faces e perspectiva tridimensional.
A visão celeste, do cometa Halley, em 1301 deve ter sido tão fantástica que a memória levou-o a associar o cometa com a bíblica “Estrela de Belém”. É a primeira vez que tal acontece e artistas posteriores mantêm esta tradição que, aliás, chega aos tempos modernos. Apesar de não ser um verdadeiro astro das Esferas Celestes aristotélicas, a sua impressão esmagadora plasmou-se nesta pintura da história da humanidade.

Obra: "A Adoração dos Magos" de Giotto, 1304 - 1306
Capela Scovegni, Pádua, Itália.


janeiro 01, 2018

Página de O GAFANHOTO do longuínquo ano de 1904...

1 janeiro: Dia Mundial da Paz

O gafanhoto : quinzenário illustrado para creanças / dir. Henrique Lopes de Mendonça, Thomaz Bordallo Pinheiro. nº 19, Janeiro 1904

http://purl.pt/23777/1/index.html#/295/html

2018 por André Carrilho

2018 por André Carrilho

 
Eis a ilustração de André Carrilho divulgada na página oficial do Plano Nacional de Leitura...

01 de Janeiro de 1707: Dom João V é coroado rei de Portugal

Monarca português, vigésimo quarto rei de Portugal, o seu reinado, que durou de 1707 até à sua morte a 31 de Julho de 1750, foi um dos mais longos da História portuguesa. Nasceu a 22 de Outubro de 1689, filho de D. Pedro II e de D. Maria Sofia de Neuburgo,recebeu o nome de João Francisco António José Bento Bernardo. Tinha apenas um ano de idade quando por morte do seu irmão mais velho foi proclamado príncipe herdeiro de Portugal a 30 de Agosto, em acto solene na presença da Corte. Foi jurado Príncipe do Brasil a 1 de Dezembro de 1697, e por morte do seu pai tornou-se o 24.º rei de Portugal a 9 de Dezembro de 1706. Subiu ao trono, solenemente aclamado, no dia 1 de Janeiro de 1707. Casou a 9 de Julho de 1708 com D. Maria Ana da Áustria, irmã do imperador austríaco Carlos III.D. João V seguiu uma política de neutralidade em relação aos conflitos europeus mas empenhou-se fortemente na defesa dos interesses portugueses no comércio ultramarino, de que foi exemplo o Tratado de Utreque (1714), em que a França e a Espanha reconheceram a soberania portuguesa sobre o Brasil. Esta neutralidade foi possível devido à riqueza do reino proveniente da exploração das minas de ouro brasileiras. D. João V pretendeu, à semelhança dos outros monarcas europeus, imitar Luís XIV. Defensor do absolutismo, não reuniu as Cortes uma única vez durante o seu reinado. Teve como principal ministro e homem de confiança o cardeal da Mota.Devido às grandes obras que promoveu no campo da arte, da literatura e da ciência, ficou conhecido por "o Magnânimo". Na cultura merecem referência especial a Real Academia Portuguesa de História, fundada em 1722, e a introdução da ópera italiana, em 1731. D. João V desenvolveu ainda as artes menores (talha, azulejo e ourivesaria) e as artes maiores através de vários pintores e escultores que se deslocaram de Itália para trabalhar em Lisboa e Mafra. O Palácio-Convento de Mafra, mandado construir como forma de agradecer o nascimento do seu primeiro filho varão, e o Aqueduto das Águas Livres são dois exemplos de obras públicas de grande imponência. Deu nome a um período da história da arte portuguesa designado Barroco Joanino.

D. João V. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 


Ficheiro:John V of Portugal Pompeo Batoni.jpg

Retrato  de D. João V - Pompeo Batoni 

D. João V - Autor Anónimo
D. João V em 1729 - Jean Ranc

01 de Janeiro, Dia Mundial da Paz...

Um ano terminou e com uma pitada de nostalgia chega Janeiro.
Vem de mansinho, trazendo a Esperança... E tudo recomeça!

01 de Janeiro, Dia Mundial da Paz.

Entre os símbolos associados ao movimento pacifista encontramos a pomba branca. Muito embora não exista uma ligação formal entre a ‘paz’ e esta ave, a verdade é que é sobretudo no século XX – e após a II Guerra Mundial – que ela se fixa no ideário popular. E o ano de 1949 seria determinante para a criação deste símbolo, com Pablo Picasso a desenhá-la com um ramo no bico e o Congresso Mundial da Paz a utilizá-la no seu cartaz. Na tradição judaico-cristã, a pomba representa sobretudo o Espírito Santo, mas também a pureza e a simplicidade. Porém, ao transportar um ramo de oliveira (Génesis, 8: 11), anunciando assim o fim do Dilúvio, o que ela traz consigo é uma mensagem de paz, harmonia e esperança. Celebramos o Dia Mundial da Paz com um pormenor do ‘Pentecostes’, óleo sobre tela de Josefa de Óbidos (MNMC da segunda metade do século XVII).

In, Museo Nacional Machado de Castro.
Pintura de Picasso

Feliz Ano Novo e 2 poemas de Fernando Pessoa...



Ano novo
ano novo
anos buscando
um animo novo
Paulo Leminski
Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a água nua.
Curvas do rio escondem só o movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento

Fernando Pessoa


Quero tudo novo de novo.
Quero não sentir medo.
Quero me entregar mais,
Me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar.
Quero sair pelo mundo.
Quero fins de semana de praia.
Aproveitar os amigos e abraçá-los mais.
Quero ver mais filmes e comer mais pipoca,
Ler mais, sair mais.
Quero um trabalho novo.
Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto.
Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz.
Quero dançar mais.
Comer mais brigadeiro de panela,
Acordar mais cedo e economizar mais.
Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais.
Pensar mais e pensar menos.
Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque.
Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem.
Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos.
Tomar mais sol e mais banho de chuva.
Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais,
Quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais.
Quero conhecer mais pessoas.
Quero olhar para frente e só o necessário para trás.
Quero olhar nos olhos do que fez sofrer, sorrir e abraçar, sem mágoa.
Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa.
Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão.
Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais.
Experimentar mais. Quero menos ‘mas’.
Quero não sentir tanta saudade.
Quero mais e tudo o mais.
‘E o resto que venha se vier, ou tiver que vir,
Ou não venha.

Fernando Pessoa