dezembro 06, 2017

Flor de Natal

Uma linda lenda da Flor de Natal...
Era uma vez... Uma menina que não podia oferecer um presente ao menino Jesus, na missa de Natal. Muito triste, contou o facto ao seu primo, que ia com ela a caminho da igreja. Este disse-lhe que ela não tinha que estar triste, pois o que mais importa quando oferecemos algo a alguém, é o amor com que oferecemos.
A menina lembrou-se então de ir recolhendo alguns ramos secos que ia encontrando pelo caminho, para Lhe oferecer.
Quando chegou à igreja, ela olha para os ramos que colheu e começa a chorar, pois achou esta oferenda muito pobre. Mesmo assim, decide oferecê-los com todo o seu amor.
Entra na igreja e, quando deposita os ramos em frente da imagem do menino Jesus, estes adquirem uma cor vermelha brilhante, perante o espanto de toda a congregação presente.

Lenda ou não...
Esta planta é muito usada para fins decorativos na época de Natal.
A flor-de-natal, estrela-de-natal, poinsétia... Não é uma flor propriamente dita, é uma planta de origem mexicana. O seu nome científico é Euphorbia pulcherrima, que significa “a mais bela das eufórbias”. As suas brácteas florescem para proteger as pequenas flores que existem na planta.
Apesar de ser bela e ter o seu uso muito difundido como planta ornamental deve ser manuseada com cuidado pois tem também o seu lado tóxico...

Fotos da flora do Parque Botânico do Monteiro-Mor, Lisboa

O Espírito Natalício..

O Espírito Natalício..
Conta a história que na noite de Natal, junto ao presépio, se encontravam três árvores: Uma tamareira, uma oliveira e um pinheiro. As três árvores ao verem Jesus nascer, quiseram oferecer-lhe um presente. A oliveira foi a primeira a oferecer, dando ao menino Jesus as suas azeitonas. A tamareira, logo a seguir, ofereceu-lhe as suas doces tâmaras. Mas o pinheiro como não tinha nada para oferecer, ficou muito infeliz.
As estrelas do céu, vendo a tristeza do pinheiro, que nada tinha para dar ao menino Jesus, decidiram descer e pousar sobre os seus galhos, iluminando e adornando o pinheiro que assim se ofereceu ao menino Jesus.


Poema de Alberto Caeiro

Natal na Arte...
"Ele é o divino que sorri e que brinca
Ele é a Eterna criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina.
(...)"
Alberto Caeiro

Imagem: Retábulo da Natividade
Madeira | Séc. XVI | Oficina de Antuérpia
Convento das Ursulinas
Museu Nacional Machado de Castro
Coimbra

dezembro 05, 2017

"Histórias da Ajudaris"

Eia a nova edição das "Histórias da Ajudaris"
Esperamos por si!
Inscrições em: https://goo.gl/LWZtn2
Inscrições abertas até dia 31 de janeiro de 2018!

Dicas para uma boa apresentação oral


Não adianta fugir. Mais cedo ou mais tarde, terá que fazer uma apresentação oral do seu artigo ou da sua pesquisa. Com o conteúdo certo e preparado, sua apresentação não será esquecida. Veja  algumas dicas que o podem ajudar.

O escritor Pedro Guilherme-Moreira na Biblioteca Escolar

Foi na passada 2ª-feira, dia 03 de dezembro, que  BE da EBSA recebeu o escritor Pedro Guilherme-Moreira que do Porto, onde é advogado, se deslocou até Anadia para divulgar a sua escrita e os seus livros.
Foi um sucesso , um grande sucesso!










dezembro 02, 2017

Dia Internacional da Abolição da Escravatura

2 de dezembro de 1949. Comemora-se o Dia Internacional da Abolição da Escravatura. Apesar dos progressos registados, a abolição da escravatura é ainda uma meta em pleno século XXI, constituindo-se o dia 2 de dezembro como uma altura de reflexão e de luta contra esta realidade. A escravatura ainda se faz sentir nos dias de hoje de várias formas: trabalho forçado, servidão obrigatória, tráfico de crianças e mulheres, prostituição, escravatura doméstica, trabalho infantil, casamentos combinados, entre outros.
Este Dia Internacional da Abolição da Escravatura foi criado em 2004 pela Organização das Nações Unidas (ONU) que estima que existam 21 milhões de vítimas de escravidão espalhadas pelo mundo. A data lembra a assinatura da Convenção das Nações Unidas para a Supressão do Tráfico de Pessoas e da Exploração da Prostituição de Outrem, a 2 de dezembro de 1949.
A escravatura é um crime, sendo que aqueles que o cometem, permitem ou toleram devem responder perante a justiça. 


Homenagem a Fernando Antônio Nogueira Pessoa


















Aqui fica  sentida homenagem a Fernando Antônio Nogueira Pessoa, poeta e escritor português, morre em Lisboa em 30 de novembro de 1935, aos 47 anos. Foi internado no dia anterior no Hospital de São Luís dos Franceses, vítima de uma crise no fígado. A suposta causa de seu falecimento se deve a uma cirrose hepática provocada pelo excesso de álcool ao longo da sua vida. Nos últimos momentos da sua vida pede os óculos e clama pelos seus heterônimos. Sua última frase é escrita no idioma no qual foi educado, o inglês: “I know not what tomorrow will bring” (“Eu não sei o que o amanhã trará”).
O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.
Se depois de eu morrer quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tenho só duas datas: a de minha nascença e a de minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus…
Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente torna-se outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida.
Podemos morrer se apenas amámos.
Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer.
Os deuses amam os que morrem jovens porque o absoluto é a sua medida.
É considerado um dos grandes poetas da língua portuguesa e da literatura universal.O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo". Na comemoração do centenário do seu nascimento em 1988, seu corpo foi transladado para o Mosteiro dos Jerônimos, confirmando o reconhecimento que não teve em vida.
Quem escreverá a história do que poderia ter sido o irreparável do meu passado; https://www.youtube.com/watch?v=eR19wbgIHsM (vídeo)
Este é o cadáver.
Se a certa altura eu tivesse me voltado para a esquerda, ao invés que para direita;
Se em certo momento eu tivesse dito não, ao invés que sim;
Se em certas conversas eu tivesse dito as frases que só hoje elaboro; Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro seria insensivelmente levado a ser outro também."
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
 Fernando Pessoa

01 de dezembro de 1640: Restauração da Independência

O golpe palaciano de 1 de dezembro de 1640 foi o resultado de uma conspiração de nobres e letrados que se vinha preparando havia muito tempo. O movimento libertador do domínio espanhol acabou por realizar-se um pouco precipitadamente por imposição das circunstâncias, visto que o duque de Bragança tinha sido chamado a Madrid e com a sua partida ficaria a faltar um chefe capaz de assumir as reponsabilidades do golpe. De facto, reuniões de fidalgos realizavam-se já no palácio de D. Antão de Almada, ao Rossio, assistindo a elas o Dr. João Pinto Ribeiro, um dos cérebros da revolta, que tratava dos negócios do duque de Bragança em Lisboa, mantendo a ligação entre este e os conspiradores. Assim, na manhã de 1 de dezembro, inúmeros fidalgos introduziram-se no Paço Real, ocultando as armas sob as roupas, e, por volta das nove horas, a um sinal de D. Miguel de Almeida, assaltaram subitamente o palácio, derrubando tudo quanto se lhes tentou opor. Rebuscaram a sala do secretário Miguel de Vasconcelos e, encontrando-o escondido num grande armário de madeira, assassinaram-no sem qualquer troca de palavras. Tendo atirado o corpo pela janela para a praça, lançaram depois sobre ele algumas peças de prata, salvas, castiçais, doces e queijos, para atrair a massa popular, que olhava de longe, desconfiada. Imediatamente, inúmeros mendigos se lançaram sobre ele e, estimulados pela gulodice, entraram no palácio, saqueando-o totalmente. Entre o início do assalto e a proclamação do novo rei, D. João IV, que se encontrava no Palácio de Vila Viçosa, mediou apenas um quarto de hora, durante o qual se deu a queda de todo um regime e se restaurou a independência nacional. O grupo de nobres e letrados que deu origem ao golpe sabia poder contar com a adesão popular. Todavia, não recorreram ao povo para a realização dos seus intentos. Assim, logo após o golpe, foi designado um governo provisório incumbido dos assuntos mais urgentes até que D. João IV chegasse a Lisboa. Para esse governo foram escolhidos os arcebispos de Lisboa e Braga, bem como o inquisidor-geral D. Francisco de Castro, que, tendo-se recusado a aceitar o cargo, foi substituído pelo visconde D. Lourenço de Lima. De toda a parte, chegavam notícias de que a revolução tinha obtido um êxito completo e fulminante. No entanto, D. João IV teria ainda de enfrentar diversos problemas de maneira a confirmar o movimento restaurador: por um lado, obter o reconhecimento da independência de Portugal e, com ele, o da sua realeza; por outro, arranjar alianças suficientemente fortes para oferecerem uma garantia efetiva contra as arremetidas de Espanha, que se esperavam logo que este país conseguisse libertar-se das lutas que travava na Europa e da insurreição catalã. Apesar disso, a abundante literatura político-jurídica entretanto surgida encarregou-se de demonstrar a legitimidade da Restauração, a fim de obter o reconhecimento pelas outras potências e a fortalecer a nova autoridade em Portugal.

Primeiro de dezembro de 1640. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

Proclamação de D. João IV como rei de Portugal, por Columbano Bordalo Pinheiro

D. João IV

Inauguração do Parque de Estórias e assinatura do Protocolo com a RBE

Hoje foi um dia especial para todas nós que lidamos, vivemos para e trabalhamos nas Bibliotecas...
Hoje, registamos com prazer 2 importantes eventos:

* inauguração do Parque das Estórias na BMA
*assinatura do protocolo com a RBE

Vejam as fotos, por favor!