agosto 09, 2016
Excerto de OS LUSÍADAS
Luís Vaz de Camões
O poema: Os Lusíadas. Esta estrofe, donde saiu o excerto acima, pertence ao Canto III. Aqui fica:
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.
agosto 07, 2016
Poema de Ruy Belo
Ruy Belo
Povoamento
No teu amor por mim há uma rua que começa
Nem árvores nem casas existiam
antes que tu tivesses palavras
e todo eu fosse um coração para elas
Invento-te e o céu azula-se sobre esta
triste condição de ter de receber
dos choupos onde cantam
os impossíveis pássaros
a nova primavera
Tocam sinos e levantam voo
todos os cuidados
Ó meu amor nem minha mãe
tinha assim um regaço
como este dia tem
E eu chego e sento-me ao lado
da primavera
Poema de Fernando Pessoa...
Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Fernando Pessoa
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Fernando Pessoa
agosto 03, 2016
Crescer no meio dos livros...
agosto 02, 2016
As escolas já receberam os (maus) resultados das provas de aferição
Os resultados nacionais das provas de aferição foram
divulgados nesta segunda-feira. Destacam-se os maus resultados sobretudo
na gramática e na aritmética.
As provas de aferição não contam para a nota mas têm como grande
objetivo perceber quais as áreas que os alunos dominam ou não, para ver o
que é preciso fazer diferente. E o diagnóstico não é animador,
sobretudo entre os estudantes do 8º ano, que se estrearam nestes testes e
que revelaram muitas dificuldades tanto a Português como a Matemática.
A informação prestada pelo Ministério divide-se sempre em quatro categorias de desempenho: “conseguiram”, “revelaram dificuldade”, “não conseguiram” e “não responderam”.
Apenas 16,9% dos alunos do 8.º ano de escolaridade conseguiram responder de acordo com o esperado nas perguntas relativas a gramática que constavam da prova de aferição de Português, realizada em Junho passado. E só 22,8% o fizeram na parte relativa à leitura.
Na disciplina de Matemática, só 15,6% dos alunos do 8º ano conseguiram responder às questões relativas a números e operações aritméticas. No 5.º ano, foram 12,1%.
De uma forma geral, verifica-se que à medida que os alunos progridem de ano, existe uma tendência para se agravarem as suas dificuldades tanto a Português como a Matemática. Por exemplo, a matemática, no 2.º ano de escolaridade, é residual a percentagem de alunos que não responde sequer às questões colocadas: inferior a 1% em todos os domínios avaliados. O mesmo não aconteceu em anos posteriores.
Os relatórios já foram entregues às escolas, agora, cada escola decidirá como vai dar a conhecer este documento aos encarregados de educação. Pode decidir fazê-lo por email, por exemplo, ou pode optar por convocar as famílias para uma reunião, de forma a ajudar os pais a interpretar a informação sobre o desempenho dos seus filhos. Não há um prazo definido: as escolas podem fazê-lo já ou apenas nas reuniões de arranque do ano letivo.
Este ano, em que se aplicou um regime transitório para adaptação ao novo modelo de avaliação do ensino básico, apenas 57% das escolas decidiram aplicar as provas de aferição do 2.º, 5.º e 8.º anos, sem peso para a nota final, que vieram substituir os exames de Português e Matemática nos 4.º e 6.º anos de escolaridade, que contavam 30% para a classificação final.
Estas provas passam a ser classificadas qualitativamente, por domínios, e não quantitativamente.
A partir do próximo ano letivo, as provas passam a ser de realização obrigatória e as disciplinas em avaliação estão já definidas no calendário escolar.
A informação prestada pelo Ministério divide-se sempre em quatro categorias de desempenho: “conseguiram”, “revelaram dificuldade”, “não conseguiram” e “não responderam”.
Apenas 16,9% dos alunos do 8.º ano de escolaridade conseguiram responder de acordo com o esperado nas perguntas relativas a gramática que constavam da prova de aferição de Português, realizada em Junho passado. E só 22,8% o fizeram na parte relativa à leitura.
Na disciplina de Matemática, só 15,6% dos alunos do 8º ano conseguiram responder às questões relativas a números e operações aritméticas. No 5.º ano, foram 12,1%.
De uma forma geral, verifica-se que à medida que os alunos progridem de ano, existe uma tendência para se agravarem as suas dificuldades tanto a Português como a Matemática. Por exemplo, a matemática, no 2.º ano de escolaridade, é residual a percentagem de alunos que não responde sequer às questões colocadas: inferior a 1% em todos os domínios avaliados. O mesmo não aconteceu em anos posteriores.
Os relatórios já foram entregues às escolas, agora, cada escola decidirá como vai dar a conhecer este documento aos encarregados de educação. Pode decidir fazê-lo por email, por exemplo, ou pode optar por convocar as famílias para uma reunião, de forma a ajudar os pais a interpretar a informação sobre o desempenho dos seus filhos. Não há um prazo definido: as escolas podem fazê-lo já ou apenas nas reuniões de arranque do ano letivo.
Este ano, em que se aplicou um regime transitório para adaptação ao novo modelo de avaliação do ensino básico, apenas 57% das escolas decidiram aplicar as provas de aferição do 2.º, 5.º e 8.º anos, sem peso para a nota final, que vieram substituir os exames de Português e Matemática nos 4.º e 6.º anos de escolaridade, que contavam 30% para a classificação final.
Estas provas passam a ser classificadas qualitativamente, por domínios, e não quantitativamente.
A partir do próximo ano letivo, as provas passam a ser de realização obrigatória e as disciplinas em avaliação estão já definidas no calendário escolar.
A Rede de Bibliotecas Escolares recomenda...
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Apresenta-se aqui num calendário para 2017, um livro diferente por mês do ano. Fique a conhecer estas sugestões de leitura, num universo onde aprender é um constante desafio, um privilégio e um prazer!
Se quiser, participe na primeira fase de encomendas para a edição do Calendário 2017, que decorrerá até 23 de Setembro de 2016. Em anexo, segue uma breve descrição, com algumas páginas do calendário e uma tabela de preços.
Em articulação com o calendário, Danuta Wojciechowska apresenta uma proposta de dinamização, que inclui uma exposição e oficina de ilustração para professores, pais ou mediadores de leitura.
Para mais esclarecimentos: danuta@lupadesign.pt
O Pequeno Príncipe
" As pessoas grandes adoram números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que ele coleciona borboletas? "Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos tem ele? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?"
É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes."
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"Devemos
ouvir pelo menos uma pequena canção todos os dias, ler um bom poema,
ver uma pintura de qualidade e, se possível, dizer algumas palavras
sensatas"
"Someone’s sitting in the shade today because someone planted a tree a long time ago." Les Brown

