janeiro 05, 2016

745.º aniversário da Rainha Santa Isabel

745.º aniversário da Rainha Santa Isabel
A Rainha Santa Isabel de Portugal faz hoje anos (4/1/1271-4/7/1336)

Desde 1307, Santa Isabel de Aragão, Rainha de Portugal, começou a interessar-se pelo Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, após a a mediação do conflito que logrou encerrar em 1319. A 10 de Abril de 1314, alcançou do papa Clemente V autorização para a refundação do Mosteiro. A partir de então dedicou muito do seu tempo e do seu património ao engrandecimento do mesmo. Em 1316, iniciam-se as obras da segunda construção, custeada pela rainha, que determinou ainda edificar, junto ao Mosteiro, um hospital para trinta pobres (concluído em 1333) - com cemitério e capela.
Após o falecimento de D. Dinis de Portugal, em 1325, A Rainha Santa Isabel recolheu-se no Mosteiro, tomando o hábito das Clarissas mas não fazendo votos, o que lhe permitia manter a sua fortuna, que usava para a caridade. Fez o seu testamento em 1328, nele tendo deixado expressa a sua vontade em ser sepultada no Mosteiro, legando bens e recursos para a construção de uma capela, para as obras do convento, e para o mantimento das Donas. Viria a falecer em Estremoz, em 4 de Julho de 1336. 

Dia de Reis

Sabe o que está por detrás do Dia de Reis?
O Dia de Reis, que hoje se assinala, está associado ao bolo-rei e ao "cantar das janeiras" e põe fim às festividades de Natal e Ano Novo, tendo origem na Bíblia, o livro sagrado da Igreja Católica.
"Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia no tempo do rei Herodes, vieram do oriente uns magos a Jerusalém, perguntando: Onde está aquele que nasceu Rei dos Judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos adorá-lo", lê-se no evangelho de S. Mateus (capítulo II).
O dia que hoje se assinala terá origem aqui, sendo o 06 de Janeiro mais importante do que o Natal para os cristãos ortodoxos. Assinala a visita de "reis magos" a Jesus, oferecendo-lhe presentes (em Espanha mantém-se a tradição de trocar presentes neste dia), e assinala ainda o fim das janeiras (cantares que na tradição eram religiosos).
Hoje mesmo, e como também já é tradição, grupos de cantares estarão na residência oficial do primeiro-ministro a "cantar as janeiras", uma acção que implicava ao longo dos anos uma recompensa (comida ou dinheiro), mas que sindicalistas inverteram, porque hoje vão "cantar as janeiras" junto do Ministério das Finanças e oferecer eles uma "prenda".
Na Amadora vai fazer-se um bolo-rei com 100 metros, um doce tradicionalmente redondo, com frutos secos e cristalizados, que poderá ter origem nas festas de ano novo dos romanos mas que hoje simboliza as ofertas dos "reis magos".
Em Portugal, até recentemente, tinha dentro dele uma fava e um pequeno brinde, de metal, mas a hipótese de poder ser inadvertidamente engolido acabou com a tradição. Que já tinha estado em risco em 1910, quando da implantação da República, tendo de chamar-se durante algum tempo "bolo de Natal". Em 1911 houve mesmo uma proposta parlamentar, rejeitada, para alterar o nome para "bolo república".
A bíblia não faz referência a "reis" mas a magos e também não diz quem eram, mas o tempo encarregou-se de afiançar que eram Belchior, Gaspar e Baltazar, que nalgumas culturas têm a mesma representatividade do que o "pai Natal", sendo as renas substituídas pelos camelos, nos quais os tais magos, diz a tradição, iriam montados.
Em alguns locais de Espanha deixam-se sapatos na janela durante a noite com erva para alimentar os camelos dos reis, um gesto premiado com doces no amanhecer de hoje. Nada parecido com o ouro, incenso e mirra que ofereceram os reis magos há mais de dois mil anos.
E à falta de reis, cantares e bolos é a tradição que conta.

janeiro 04, 2016

XI Feira da Vinha e do Vinho 2016

Villa romana do Rabaçal (Municipio de Penela)


A representação do Inverno num Mosaico da Villa romana do Rabaçal (Municipio de Penela)
Os mosaicos com motivos figurativos desta Villa não têm semelhanças com o que existe em Portugal. No seu conjunto formam um grupo estilístico novo que aborda temas como estações do ano, quadriga, figura feminina sentada.
Está situada a 12 Km a Sul de Conímbriga, parte integrante do território da antiga civitas, junto à via romana que ligava Olisipo a Bracara Augusta, no actual concelho de Penela, Distrito de Coimbra. Possui um excelente museu e visitas guiadas.

Dia Mundial do Braille.

Assinala-se hoje o Dia Mundial do Braille.
Conheça o material da Casa das Ciências "Anatomia do olho humano", disponível para download em:
http://www.casadasciencias.org/cc/redindex.php…
‪#‎casadasciências‬

Poema de Miguel Torga

Poema de Miguel Torga e imagem de sua casa em São Martinho de Anta, Sabrosa, donde era natural o médico escritor....

BORRALHO

Vou aquecendo os sonhos à lareira,
Sem reparar nas cinzas do brasido.
Ou olho-as distrído,
Na baça inconsciência
De que são a verónica da morte.
Sentado na cadeira habitual,
Diligência irreal
Que atravessa, morosa, a noite fria,
De mim próprio alheado,
Dou concreto calor à fantasia
Como se o lume fosse imaginado.


Diário IX

Miguel Torga

janeiro 03, 2016

O que dizia Shakespeare...

Shakespeare dizia:

"Eu sempre me sinto feliz, sabe porque? Porque eu não espero nada de ninguém, expectativas sempre machucam... a vida é curta, então ame a sua vida, seja feliz... e mantenha sempre um sorriso no rosto. Viva a vida para você e antes de falar, escute. Antes de escrever, pense. Antes de gastar, ganhe. Antes de orar, perdoe. Antes de magoar, sinta. Antes de odiar, ame. Antes de desistir, tente. Antes de morrer, Viva !!"





janeiro 02, 2016

Poema de Álvaro de Campos

Dá-me lírios, lírios,
E rosas também.
Mas se não tens lírios
Nem rosas a dar-me,
Tem vontade ao menos
De me dar os lírios
E também as rosas.
Basta-me a vontade,
Que tens, se a tiveres,
De me dar os lírios
E as rosas também,
E terei os lírios —
Os melhores lírios —
E as melhores rosas
Sem receber nada.
A não ser a prenda
Da tua vontade
De me dares lírios
E rosas também.


Álvaro de Campos
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Poema de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender
Tudo metade
De sentir e de ver
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
 

VERSOS DE AMOR de Miguel Torga

VERSOS DE AMOR

Versos de amor, búzios do coração.
Ressoam mas a onda que passou.
Sons da recordação,
Eternizam apenas a emoção
Que a musa ciumenta estrangulou.

Ouvi-los nesta hora, que tristeza!
Como era o rosto astral da namorada?
Redondo, oval... Que bruma de incerteza!
Rimas, ditongos, e areia sem firmeza
Que o mar da vida torna mais salgada.

Penas do Purgatório (Poemas - 3ª Ed.)
Miguel Torga